pílulas - remédios para labirintite

Anti-histamínicos, bloqueadores de canais de cálcio, betaistina, benzodiazepínicos são alguns dos remédios para labirintite (tontura) frequentemente utilizados no tratamento de doenças ou condições de saúde que provocam esse sintoma. Nem todo quadro tontura, porém, requer o uso de medicamentos e, quando necessários, eles só devem ser utilizados sob prescrição e acompanhamento médico.

Antes de qualquer coisa, quero que você compreenda que a tontura (também chamada popularmente de “labirintite”) não é uma doença, mas um sintoma!

Isso significa que em vez de buscar soluções para a tontura, de maneira geral, o correto é buscar o tratamento adequado para a condição ou doença que a provoca, algo que só um diagnóstico médico confiável é capaz de esclarecer.

A tontura é um sintoma típico de diversos quadros de saúde e, para cada um deles, há recursos e estratégias específicas de tratamento.

Entendidos esses pontos, trago, a seguir, uma lista com os principais tipos de medicamentos para labirintite utilizados atualmente, além de indicações e orientações importantes para quem sofre de tontura e está em busca de um solução para esse problema. Vamos lá?

Conteúdo:

Os principais remédios para labirintite (tontura) e suas indicações

É preciso esclarecer que, embora o termo seja frequentemente utilizado como sinônimo de tontura, a Labirintite, de fato, se trata de um quadro infeccioso que acomete o labirinto, órgão relacionado ao equilíbrio e à audição. 

Nesse caso, também são esperados sintomas auditivos, como sensação de ouvido tapado e zumbido, e medicamentos podem ser utilizados para alívio dos sintomas. Aqui no blog, você pode conferir um artigo completo sobre o tratamento da Labirintite.

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Em relação à tontura, medicamentos podem ser prescritos para tratar doenças e condições que desencadeiam o sintoma, mas nenhum deles deve ser administrado sem diagnóstico e aconselhamento médico.

Confira, a seguir, os principais tipos de remédios usados para tontura e quando eles são indicados pelos médicos.

1. Anti-histamínicos

Os anti-histamínicos, tais como a Prometazina (Fenergan), o Dimenidrato (Dramin) e a Meclizina, podem ser prescritos para ajudar a aliviar a tontura e a náusea. 

Geralmente, são indicados quando o paciente procura atendimento de emergência com crises intensas de tontura e, nesse caso, são prescritos para uso temporário em casa, a fim de aliviar os sintomas.

2. Bloqueadores de canais cálcio 

Os bloqueadores dos canais de cálcio são um grupo de fármacos muito utilizado nesse tipo de quadro. Entre os medicamentos mais prescritos, temos a Flunarizina e a Cinarizina. São medicações utilizadas em crises agudas de tontura e que não devem ser utilizadas por um período prolongado devido aos seus efeitos colaterais.

3. Agonistas dos Receptores Histamínicos (Betaistina)

Enquanto os anti-histamínicos inibem os receptores de histamina, agonistas, como a Betaistina, estimulam esses receptores específicos.

A Betaistina é um medicamento utilizado, principalmente, no tratamento da vertigem associada à Doença de Ménière, ajudando a reduzir os episódios de tontura, zumbido e perda de audição. Ela não deve, porém, ser utilizada para tratamento de crises agudas de tontura. 

4. Benzodiazepínicos

Benzodiazepínicos, como o Diazepam, podem ser prescritos para ajudar a controlar a vertigem quando outras medicações não obtiveram sucesso no alívio dos sintomas. 

O Diazepam é comumente prescrito para tratar ansiedade, insônia e espasmos musculares, e pode ajudar a reduzir a tontura quando esses fatores estão associados ao sintoma. Os benzodiazepínicos, assim como todas as outras medicações listadas acima, não devem ser utilizadas sem prescrição e orientação médica. 

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Nem todo tratamento para tontura requer medicamento

Como você pôde perceber, existem sim remédios para tontura, mas cada uma dessas medicações têm indicações específicas e efeitos colaterais. Por isso, é tão importante consultar um médico e obter um diagnóstico antes de iniciar qualquer tratamento.

Além disso, você deve saber que nem todo quadro de tontura requer o uso de medicamentos. A VPPB (Vertigem Paroxística Benigna), por exemplo, a famosa “tontura dos cristais” é um dos diagnósticos mais comuns em pacientes que se queixam de tontura e o tratamento é feito no próprio consultório, por meio da manobra de reposicionamento.

Ao se automedicar, portanto, você corre o risco de desperdiçar dinheiro, utilizar remédios de forma desnecessária, mascarar e prolongar um problema tratável e, o pior, colocar a sua saúde em risco.

Os riscos da automedicação (tanto fármacos quanto remédios naturais)

A automedicação para qualquer condição de saúde, incluindo a tontura, apresenta vários riscos significativos. Entre eles, devo citar:

  • diagnóstico incorreto: a ação de determinados medicamentos pode confundir o diagnóstico do paciente e fazer com que a verdadeira causa do sintoma seja mascarada;
  • agravamento dos sintomas: o uso de medicamentos inadequados pode piorar a tontura e seus efeitos associados;
  • interações medicamentosas: sem a devida orientação médica, o paciente corre maior risco de utilizar substâncias capazes de interagir entre si, gerar efeitos adversos ou comprometer a eficácia do tratamento;
  • complicações de saúde: quando a tontura está associada a problemas de saúde importantes, a demora em iniciar o tratamento correto pode levar a complicações graves;
  • efeitos colaterais: qualquer medicamento que ingerimos pode apresentar efeitos colaterais e isso pode trazer consequências mais sérias à saúde do paciente.

Esse alerta se estende também aos remédios de produção natural e as famosas receitas caseiras, facilmente encontradas em blogs e redes sociais. Substâncias presentes nessas formulações também podem ter efeitos importantes em nosso organismo e, por isso, seu uso também deve ser acompanhado por um médico.

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Resumindo, existem diversos tipos de remédios para tontura, mas eles nem sempre são necessários e só devem ser utilizados quando sua necessidade é confirmada por um diagnóstico. Ao vivenciar episódios de tontura agudos ou frequentes, é fundamental procurar um médico, que, nesse caso, é o otorrinolaringologista.

Gostou do artigo? Então fique um pouco mais! Aproveite que chegou até aqui e confira o vídeo abaixo que preparei sobre remédios naturais para Labirintite. Será que eles funcionam mesmo?  

Remédios naturais para labirintite realmente funcionam? | Dra Nathália Prudencio

 


Sobre Dra Nathália Prudencio

Dra Nathália Prudencio é médica otoneurologista, especialista em tontura e zumbido. Saiba mais
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