mulher tonta na rua - tontura

O termo tontura é usado popularmente para descrever uma série de sensações, como desequilíbrio, vertigem, receio de desmaio iminente ou ilusões de movimento. O sintoma pode surgir devido a doenças do ouvido, doenças neurológicas, alterações em exames de sangue, fatores emocionais ou alterações cardíacas.

A tontura é um sintoma comum em pacientes de todas as idades, embora seja uma queixa mais frequente entre idosos. Existe uma enorme gama de alterações, condições e doenças relacionadas a essa experiência e, por isso, os sintomas associados — que surgem junto à tontura ou no mesmo período em que ela surgiu — são as principais pistas para a descoberta de suas causas.

Por se tratar de um quadro muito subjetivo e de origens diversas, a maioria dos diagnósticos depende da história relatada pelo paciente no consultório, ainda que muitas doenças exijam a realização de exames e acompanhamento multidisciplinar.

Existem diversos tipos de tratamento para reverter ou controlar quadros crônicos, assim como recomendações gerais para prevenir crises e agravamentos do sintoma.

Neste artigo, trago tudo o que você precisa saber sobre o assunto, explico quando procurar ajuda médica e esclareço porque a tontura raramente é labirintite. Vamos lá?

Conteúdo:

O que é tontura?

Embora seja um sintoma muito comum, a tontura é uma experiência muitas vezes difícil de ser descrita e caracterizada. O paciente pode apresentar uma instabilidade ou desequilíbrio, ilusões de movimento (sente que ele ou o ambiente balançam ou giram), sensação de estar flutuando ou pisando em nuvens, entre outros relatos.

Essas sensações podem vir acompanhadas de outros sintomas, como náusea, dores de cabeça e sintomas auditivos, como sensação de ouvido tapado e zumbido. Em muitos casos, pode ser extremamente incômoda e até incapacitante.

Aqui, cabe um esclarecimento importante: a tontura é um sintoma, não uma doença!

O diagnóstico requer ampla investigação, pois o problema pode estar associado a diversas alterações no organismo e envolver diferentes sistemas. Na maioria dos casos, porém, o problema surge diante de alguma disfunção do aparelho labiríntico — região do ouvido interno responsável pelo controle da audição e do equilíbrio.

Qual é a diferença entre tontura e vertigem?

Toda vertigem é tontura, mas nem toda tontura é vertigem.

A vertigem é um tipo específico de tontura caracterizado pela sensação de perceber o ambiente ou o próprio corpo girar ― alguns pacientes descrevem também uma sensação de balanço.

Essa diferenciação é importante, pois a vertigem está frequentemente associada à alterações no sistema vestibular (que compreende o labirinto e suas conexões com o cérebro). Ou seja, ela é uma pista muito importante para descobrirmos a causa da tontura.

Por que sentimos tontura?

Assim como outros sintomas, a tontura é um sinal de que algo está acontecendo no nosso organismo. Muitas vezes ocorre em virtude de alterações pontuais, como queda de pressão ou glicose e movimentos bruscos com a cabeça, mas também pode indicar condições importantes e doenças.

O sintoma é, geralmente, resultante de uma discrepância nas informações sensoriais relacionadas à posição, ao movimento e à orientação do corpo devido a problemas vestibulares, mas também pode ocorrer devido alterações importantes em exames de sangue, como aumento do açúcar e insulina, e alterações repentinas da pressão arterial com a mudança de posição do paciente. 

Quando a tontura se apresenta de forma constante, de forma muito intensa ou em episódios frequentes, porém, é fundamental investigá-la. Existem vários tipos de tontura e, para cada uma delas, existe um conjunto de alterações e doenças relacionadas.

Quais são os tipos de tontura?

Como o espectro de causas que provocam tonturas é muito amplo, a classificamos, na medicina, em 4 grandes grupos. Na maioria dos casos, o diagnóstico do paciente é fechado dentro de um desses tipos, mas não é incomum diagnosticar pessoas que apresentam problemas variados e de ordens diversas.

Tontura do labirinto ou de origem periférica

Como dito, as tonturas que acometem o ouvido são as mais tradicionais e mais conhecidas. Elas podem estar associadas a problemas crônicos ou patologias reversíveis e devem ser sempre investigadas sob qualquer queixa de tontura.

Tendo em vista que o labirinto, que está dentro do nosso ouvido, além de ser responsável pelo nosso equilíbrio, é também um dos principais componentes do sistema auditivo, são também esperados sintomas dessa ordem nas disfunções e doenças que o afetam, embora isso não seja obrigatório.

Tontura neurológica ou de origem central 

As chamadas tonturas neurológicas são aquelas relacionadas a alguma alteração no sistema nervoso central (cérebro). Nesses casos, é muito comum o paciente relatar desequilíbrios ou instabilidade constantes que pioram ao se movimentar.

Pode ser causada por AVC (acidente vascular cerebral), doença vascular, tumores, Esclerose Múltipla, bem como traumas. Nesses casos, a tontura poderá vir acompanhada de sintomas neurológicos como alteração de visão, fala, sensibilidade e movimentação de membros.

Tontura cardiovascular 

A tontura de origem cardiovascular pode ser causada por diferentes problemas. O quadro mais comum é a chamada Tontura Ortostática, em que o paciente percebe um rápido desequilíbrio ou sensação de desmaio ao mudar de posição (quando se levanta após estar deitado ou sentado). Essa tontura rápida ocorre por uma queda repentina da pressão arterial, levando a uma hipoperfusão cerebral, ou seja, o cérebro não recebe sangue suficiente.

Esses episódios ocorrem com maior frequência em idosos, cuja pressão arterial tende a cair com muita facilidade quando realizam movimentos bruscos. Entretanto, o quadro pode surgir em pessoas de todas as idades devido a medicações para controle pressórico, desidratação ou após a prática de exercícios físicos vigorosos.

Episódios frequentes e mais graves (desmaios, por exemplo) podem indicar problemas cardíacos, como insuficiência cardíaca e arritmias, assim como algum tipo de disautonomia desencadeado por doenças, como o diabetes.

Tontura emocional

Muitos pacientes se queixam de episódios de tontura durante momentos isolados de estresse e ansiedade e, de fato, alterações emocionais podem desencadear ou funcionar como gatilhos para crises.

Devemos levar em conta que alterações neuroquímicas observadas em pessoas que sofrem com algum tipo de transtorno do humor, como a depressão ou ansiedade, podem contribuir para o surgimento ou agravamento dos sintomas. 

Porém, a imediata correlação entre tontura e fatores emocionais, merece cautela. Mesmo quando o paciente se queixa da tontura ou de sua piora apenas em situações de maior pressão ou demanda emocional, outros fatores importantes podem estar associados ao surgimento do sintoma e, por isso, também devem ser investigados.

Por que nem toda tontura é labirintite?

As pessoas comumente relacionam tonturas em geral com a labirintite, um termo popular para descrever doenças que afetam o equilíbrio. A labirintite, de fato, se trata de um quadro de infecção e/ou inflamação do labirinto que geralmente se apresenta junto a outros sintomas, como vertigem, nistagmo (movimentos involuntários dos olhos), perda de audição e zumbido.

Dessa forma, só podemos confirmar a labirintite quando constatamos uma infecção ou lesão no labirinto, o que é relativamente raro no consultório. A maioria das infecções dentro do ouvido se resolvem em alguns dias ou semanas, sendo pouquíssimos os casos que evoluem para uma labirintite.

De maneira geral, merecem atenção pessoas com baixa imunidade constatada, imunossuprimidos e quadros de Otite Média Aguda, principalmente em crianças.

Quais são as principais causas da tontura, além da labirintite?

A tontura é um sintoma associado a vários tipos de disfunções, além da famosa labirintite. A seguir, você confere os principais diagnósticos observados no consultório.

VPPB (Vertigem Posicional Paroxística Benigna)

Dentre as disfunções e doenças do ouvido interno que provocam tontura, a VPPB é a mais comum. É também conhecida popularmente como “labirintite dos cristais”, embora não deva ser confundida com a labirintite.

Este quadro está relacionado aos otólitos, cristais microscópicos de carbonato de cálcio localizados no labirinto, envolvidos na manutenção do equilíbrio. A VPPB acontece quando os otólitos se desprendem, geralmente de forma espontânea, provocando vertigens rotatórias acompanhadas de náuseas que duram alguns segundos, geralmente quando o paciente faz determinados movimentos com a cabeça, principalmente, ao se deitar e se levantar na cama ou movimentar a cabeça no travesseiro. 

 

Enxaqueca vestibular

A Enxaqueca Vestibular, também conhecida por Migrânea Vestibular, é o quadro em que a tontura aparece como uma manifestação da Enxaqueca. Nesse caso, o paciente poderá relatar vertigem, sensação de mareio, desequilíbrio, entre outras alterações. Os sintomas podem durar de minutos a dias, e pioram com a movimentação. É comum ocorrer junto às crises de tontura, náuseas, vômitos, sensibilidade maior ao som e à luz, zumbido e sensação de ouvido tapado.

Esse é o diagnóstico mais comum em pacientes adultos com menos de 55 anos que se queixam de tonturas episódicas, com maior prevalência entre mulheres com histórico de enxaqueca.

O diagnóstico deve levar em conta a história do paciente, uma vez que os sintomas podem se apresentar de formas variadas e os exames complementares não apresentam alterações. Crises recorrentes de vertigem ou tontura rotatória com sintomas de enxaqueca em, pelo menos, metade desses episódios, merecem atenção. 

Em alguns casos, não há dor de cabeça associada à tontura, mas o diagnóstico pode levar em conta crises de enxaqueca vivenciadas no passado.

Neurite Vestibular

Como o termo descreve, este quadro está associado à inflamação do nervo vestibular, que é o neurônio que conecta o ouvido interno ao cérebro e desempenha importante papel no equilíbrio. Quando inflamado, a condução e a interpretação das informações transmitidas é comprometida gerando a tontura, que tende a surgir subitamente.

Ocorre com frequência após quadros de infecções virais de vias aéreas superiores. A principal diferença entre a neurite vestibular e a labirintite, que também pode ser causada por uma inflamação, é a ausência de sintomas auditivos. Os distúrbios vestibulares geralmente são associados à náuseas, vômito, nistagmo (movimento involuntário dos olhos) e ataques de vertigem.

Vertigem Fóbica (TPPP)

A vertigem fóbica é o quadro que melhor descreve a relação entre fatores de ordem psicológica com disfunções do equilíbrio. É típica em pacientes com histórico de transtorno de ansiedade ou trauma e seu tratamento consiste no uso de antidepressivos, fisioterapia vestibular e Terapia Cognitivo Comportamental (TCC). 

O nome técnico que descreve essa condição é TPPP, ou Tontura Postural Perceptual Persistente, pois o quadro geralmente se instala após um episódio repentino de perda de equilíbrio ou tontura, que pode ter diversas causas, como problemas no ouvido, queda de pressão, crise de ansiedade, AVC, entre outras. A partir daí, o paciente desenvolve uma insegurança que desencadeia uma hipervigilância postural, ou seja, ele dá uma enorme atenção ao equilíbrio, como se precisasse ajustá-lo a todo momento.

O paciente costuma relatar tonturas constantes junto à instabilidades, sensação de cabeça pesada e visão nebulosa. Os sintomas geralmente pioram ao se levantar, ao se movimentar e quando frequenta locais com muitos elementos visuais em movimento, como supermercados, avenidas, aeroportos e shoppings. 

Doença de Ménière

A doença de Ménière é um distúrbio crônico associado a ataques súbitos de vertigem que pode durar de minutos a horas, náusea e pressão no ouvido. Seus sintomas também incluem perda auditiva e zumbido, geralmente em apenas um ouvido, juntamente com a vertigem.

Por apresentar tontura associada a alterações auditivas, esta doença também é confundida com a labirintite. Pacientes com Ménière, porém, apresentam os sintomas em crises ou episódios, não de forma contínua. É um diagnóstico muito menos comum do que as outras causas de tontura citadas, mas que também surge no consultório.

Hipotensão postural (tontura ao levantar)

Hipotensão postural, também chamada de Tontura Ortostática, é o nome técnico para a famosa tontura que ocorre ao levantar. Esse quadro está ligado a uma queda brusca da pressão após nos levantarmos ou mudarmos de posição rapidamente, evento muito típico em idosos..

Diante do movimento rápido, não damos tempo suficiente para que o cérebro seja devidamente irrigado. Isso gera um quadro chamado de hipoperfusão cerebral, que é o que provoca a tontura e outros sintomas associados, como desequilíbrio e visão turva.

Em alguns segundos, porém, a pressão sanguínea é restabelecida e o paciente nota uma melhora imediata de todos os sintomas.

Como é feito o diagnóstico da tontura?

A investigação das causas da tontura pode envolver exames e avaliação médica multidisciplinar, a depender dos fatores associados ao sintoma.

Muitas vezes, é difícil caracterizar as sensações vivenciadas, por isso, é importante separarmos diferentes aspectos da tontura para facilitar a sua compreensão. Na prática, são cinco perguntas simples que o paciente deve responder.

Que tipo de tontura você sente?

A primeira coisa a avaliar é a experiência vivenciada durante a tontura, como sensação de desequilíbrio, instabilidade ou ilusão de movimento (a chamada vertigem, que é quando o paciente sente que ele ou o ambiente a sua volta está girando).

A sua tontura é espontânea ou é desencadeada?

O paciente também deve observar se a tontura surge de forma espontânea ou se está associada a algum fator desencadeante, como uma mudança de posição, estresse ou ansiedade, poucas horas de sono, longos períodos de jejum, entre outros.

A sua tontura ocorre em episódios ou é contínua?

Um ponto extremamente importante a ser observado é se a tontura surge em crises, ou seja, períodos com tontura e períodos longos sem sintomas (semanas, meses ou anos) ou se ela é contínua (todos os dias e em todos os momentos). Essa informação não apenas facilita o diagnóstico, como também nos ajuda a definir estratégias de tratamento mais eficazes.

Qual é a duração das crises de tontura?

Partindo da pergunta anterior, é importante observar também a duração dos episódios de tontura — se eles duram alguns segundos, minutos ou horas — ou sendo um quadro contínuo, se iniciou há meses ou anos, por exemplo.

Quais são os outros sintomas associados à tontura?

Esta é a mais importante pergunta para o diagnóstico. O paciente deve informar se durante a tontura ou durante o período em que ela surgiu, outros sintomas são observados, como:

  • alterações auditivas (sensação de ouvido tapado, zumbido, perda auditiva ou dor no ouvido, por exemplo);
  • enjôo (que pode se apresentar junto à vômitos);
  • palpitação (sensação de coração acelerado);
  • dores de cabeça ou no pescoço;
  • sudorese excessiva e palidez.

Cada um desses fatores é uma pista para o diagnóstico da sua tontura e também para a investigação de outros problemas associados. A depender das características do quadro, exames podem ser solicitados, assim como o encaminhamento do paciente para profissionais de outras especialidades, como psicólogos, psiquiatras, cardiologistas, neurologistas, entre outros.   

Como tratar a tontura?

Como a tontura é um sintoma, o seu tratamento depende do fator responsável por desencadeá-la. 

Na VPPB, por exemplo, é necessário realizar a manobra de reposicionamento dos otólitos, que é feita em consultório e geralmente garante a melhora do paciente na primeira execução. Já na vertigem fóbica, o tratamento consiste no uso de antidepressivos, reabilitação vestibular e acompanhamento psicológico.

Na maioria dos casos, entretanto, a tontura se apresenta dentro de quadros crônicos, como a Enxaqueca Vestibular, que exigem controle e acompanhamento contínuos. De maneira geral, é fundamental que o paciente adote um estilo de vida saudável:

  • se alimente adequadamente e em intervalos regulares;
  • evite abusar de bebidas alcoólicas e açúcar;
  • pratique atividades físicas;
  • durma bem, mantendo horários fixos para se deitar e se levantar.
  • adote medidas de controle de estresse

Outro ponto importantíssimo é evitar a automedicação. Embora o uso de comprimidos para dor de cabeça, tontura e enjôo seja muito comum, por exemplo, a necessidade frequente desse tipo de medicação não é normal e deve ser avaliada.

A depender das causas, da frequência e da intensidade dos episódios de tontura, podem ser prescritos medicamentos para aliviar este e outros sintomas. Entretanto, é fundamental que o tratamento seja orientado por um médico.

Muitas vezes, as crises estão associadas a gatilhos, como períodos de grande pressão e ansiedade ou consumo excessivo de determinadas substâncias. Por isso, costumo pedir aos pacientes que façam um diário, registrando as circunstâncias em que eles se encontram quando a tontura e outros sintomas acontecem. Administrar esses gatilhos, também faz parte da estratégia de tratamento.

Quando devo procurar um médico?

A tontura nem sempre indica uma doença a ser tratada. Episódios esporádicos são relativamente comuns em pessoas de todas as idades e são frequentemente causados por questões de postura, excesso de esforço físico ou queda de pressão por movimento súbito ou jejum.

Sendo assim, caso a tontura seja breve (não ultrapasse um minuto) e não seja acompanhada de nenhum outro sintoma, recomendamos que o paciente observe se os episódios estão acontecendo com frequência e se há algum outro tipo de alteração relacionada.

Por outro lado, quando a tontura é recorrente ou se mantém por longos períodos, gerando risco de queda e dificuldades no dia a dia, o ideal é procurar um médico

Sintomas atrelados à tontura que também merecem atenção são:

  • dificuldade de locomoção e alterações motoras (esforço para movimentar braços e pernas);
  • comprometimento da visão, da fala ou da deglutição (reflexo de engolir);
  • perda auditiva;
  • desmaio;
  • dores de cabeça ou no pescoço;
  • febre.

Diante de episódios agudos, porém, é recomendável buscar atendimento imediatamente, principalmente quando constatado algum tipo de perda de coordenação ou dificuldade de fala. Não é tão comum como as causas citadas anteriormente, mas a tontura pode estar ligada a quadros de maior complexidade, como AVCs (acidentes vasculares cerebrais) e tumores.

Que médico trata a tontura?

Embora exista a possibilidade de a tontura estar atrelada a problemas cardíacos, neurológicos, endócrinos, psicológicos e psiquiátricos, a área mais competente para investigar esse sintoma é o otorrinolaringologia. O médico para “labirintite” ou tontura, portanto, é o otorrinolaringologista.

Você também pode optar por consultar um otoneurologista, que é o otorrinolaringologista especializado nesse tipo de sintoma e outras condições relacionadas à alterações do labirinto, como o zumbido no ouvido. Esse especialista é indicado para uma abordagem mais aprofundada.

O diagnóstico parte da conversa com o paciente, que deve deixar claro quaisquer mudanças em sua  rotina, em sua dieta, no seu sono e no seu humor que antecederam os episódios de tontura. Caso ele faça uso de medicamentos, também deve ser avaliada a influência de alguma substância no surgimento ou no agravamento do quadro.

A compreensão da história do paciente é fundamental para que o médico seja capaz de definir as causas mais prováveis do sintoma, pois não existe um exame específico capaz de identificar o agente causador da tontura e de outras alterações associadas. 

Muitos diagnósticos, inclusive, não necessitam de exames, sendo o relato e as descrições do paciente a principal linha de investigação do otoneurologista.

Você deve saber, entretanto, que existem tratamentos para todos os tipos e causas de tontura, sendo fundamental a avaliação e o acompanhamento de um médico especialista. Quanto antes o paciente descobre as origens do sintoma, mais cedo ele pode tratar a sua tontura e recuperar a sua qualidade de vida.

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