Sua Tontura NÃO é Labirintite! Veja o que Está Realmente Acontecendo!

Tontura é um termo usado para descrever uma série de sensações, como desequilíbrio, cabeça vazia, receio de desmaio iminente ou ilusões de movimento, sendo a mais famosa a vertigem rotatória, que é a percepção de que o corpo ou o ambiente está girando. O sintoma pode surgir devido a doenças do ouvido, quadros neurológicos, alterações metabólicas, fatores emocionais, problemas cardíacos, entre várias outras causas.

A tontura - popularmente chamada de labirintite - é um sintoma comum em pacientes de todas as idades, embora seja uma queixa mais frequente entre os idosos. Existe uma enorme gama de alterações, condições e doenças relacionadas a essa experiência e, por isso, os sintomas associados — que surgem junto à tontura ou no mesmo período em que ela surgiu — são uma das principais pistas para a descoberta de suas causas.

Por se tratar de um quadro muito subjetivo e de origens diversas, a maioria dos diagnósticos depende da história relatada pelo paciente no consultório, ainda que muitas doenças exijam a realização de exames e acompanhamento médico multidisciplinar. Existem diversos tipos de tratamento para curar doenças ou controlar quadros crônicos, assim como recomendações gerais para prevenir novas crises e o agravamento do sintoma.

Neste artigo, reuni tudo o que você precisa saber sobre a tontura, uma das queixas de saúde mais comuns da população, e explico quando procurar ajuda médica - e já adianto que a sua tontura provavelmente não é labirintite. Continue a leitura para entender!

O que é tontura?

Afinal, o que é tontura?

Embora seja um sintoma muito comum, a tontura é uma experiência muitas vezes difícil de ser descrita e caracterizada. O paciente pode apresentar uma instabilidade ou desequilíbrio, ilusões de movimento (sente que ele ou o ambiente balançam ou giram), sensação de estar flutuando ou pisando em nuvens, entre várias outras descrições.

Essas sensações podem vir acompanhadas de outros sintomas, como náusea, dores de cabeça e sintomas auditivos, como sensação de ouvido tapado e zumbido. Em muitos casos, pode ser extremamente incômoda e até incapacitante.

Aqui, cabe um esclarecimento importante: a tontura é um sintoma, não uma condição ou doença!

O diagnóstico requer ampla investigação, pois esse tipo de manifestação pode estar associada a diversas alterações no organismo e envolver diferentes sistemas do corpo. Na maioria dos casos, o problema surge diante de alguma disfunção do aparelho labiríntico — região do ouvido interno responsável pelo controle da audição e do equilíbrio -, mas quadros que envolvem fatores metabólicos, musculares e neurológicos são também observados com alguma frequência.

Por que sentimos tontura?

Assim como outros sintomas, a tontura é um sinal de que algo está acontecendo no nosso organismo. Muitas vezes ocorre em virtude de alterações pontuais, mas também pode indicar condições importantes e doenças que necessitam de tratamento.

O sintoma é geralmente resultante de alguma falha ou discrepância na captação ou na interpretação das informações sensoriais relacionadas à posição, ao movimento e à orientação do corpo. Isso pode ocorrer devido a problemas nas estruturas do sistema vestibular, mas também por alterações metabólicas detectadas em exames de sangue, como aumento do açúcar e insulina, bem como alterações repentinas da pressão arterial após mudanças bruscas de posição (como ao se levantar rapidamente).

Mas fique atento: quando a tontura se apresenta de forma constante, de forma muito intensa ou em episódios frequentes é fundamental investigá-la!

Existem vários tipos de tontura e, para cada uma delas, existe um conjunto de alterações e doenças relacionadas.

Tipos de tontura de acordo com a origem

Como o espectro de causas que provocam tontura é muito amplo, a classificamos em 4 grandes grupos. Na maioria dos casos, o diagnóstico do paciente é fechado dentro de um desses tipos, mas não é incomum diagnosticar pessoas que apresentam problemas variados e de ordens diversas.

1. Tontura do labirinto ou de origem periférica

Como dito, as tonturas que acometem o ouvido são as mais tradicionais e mais conhecidas. Elas podem estar associadas a problemas crônicos ou patologias reversíveis, e devem ser sempre investigadas sob qualquer queixa de tontura.

Nesses casos, também pode haver queixa de sintomas auditivos relacionados a tontura, como na labirintite e na doença de Ménière.

2. Tontura neurológica ou de origem central

As chamadas tonturas neurológicas são aquelas relacionadas a alguma alteração no sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal). Nesses casos, é muito comum o paciente relatar desequilíbrios ou instabilidade constantes que pioram ao se movimentar.

Pode ser causada por AVC (acidente vascular cerebral), doença vascular, esclerose múltipla, traumas e até tumores. Nesses casos, a tontura poderá vir acompanhada de sintomas neurológicos, como alterações na visão, na fala, na sensibilidade e na movimentação de membros.

3. Tontura cardiovascular

A tontura de origem cardiovascular pode ser causada por diferentes problemas. O quadro mais comum é a chamada tontura ortostática, em que o paciente percebe um rápido desequilíbrio ou sensação de desmaio ao mudar de posição (quando se levanta após estar deitado ou sentado, por exemplo). Essa tontura rápida ocorre por uma queda repentina da pressão arterial, levando a uma hipoperfusão cerebral, ou seja, o cérebro não recebe sangue suficiente para manter todas as suas funções ativas.

Esses episódios ocorrem com maior frequência em idosos, cuja pressão arterial tende a cair com muita facilidade ao realizar movimentos bruscos. Entretanto, o quadro pode surgir em pessoas de todas as idades devido a medicações para controle pressórico, desidratação ou após a prática de exercícios físicos vigorosos.

Episódios frequentes e mais graves (com desmaios, por exemplo) podem indicar problemas de saúde importantes, como insuficiência cardíaca e arritmias, assim como algum tipo de disautonomia desencadeada por doenças crônicas, como o diabetes.

4. Tontura emocional

Muitos pacientes se queixam de episódios de tontura durante momentos isolados de estresse e ansiedade, e, de fato, alterações emocionais podem desencadear ou funcionar como gatilhos para crises.

Devemos levar em conta que alterações neuroquímicas observadas em pessoas que sofrem com algum tipo de transtorno do humor, como depressão ou ansiedade, podem contribuir para o surgimento ou agravamento dos sintomas. 

Entretanto, a imediata correlação entre tontura e fatores emocionais merece cautela. Mesmo quando o paciente se queixa da tontura ou de sua piora apenas em situações de maior pressão ou demanda emocional, outros fatores importantes podem estar associados ao surgimento do sintoma e, por isso, também devem ser investigados.

Tipos de tontura de acordo com a sensação

As pessoas descrevem a tontura de formas distintas: uma fala em “rotação”, outra em “sensação de desmaio”, outra diz que o chão parece balançar ou que está “flutuando”. Essas sensações têm nome e classificação, e são fundamentais para o diagnóstico clínico.

A seguir, apresento quatro principais tipos de tontura, classificados de acordo com a sensação percebida.

Vertigem

A vertigem é, provavelmente, o tipo de tontura mais conhecido — e também o mais desconfortável. A vertigem é geralmente descrita como uma sensação de rotação, como se o ambiente estivesse girando ao redor da pessoa ou como se o corpo estivesse girando mesmo parado.

A vertigem costuma estar associada a distúrbios do ouvido interno, que é responsável pelo nosso equilíbrio. Entre as causas mais comuns estão a VPPB (vertigem posicional paroxística benigna), a doença de Ménière e a neurite vestibular.

Outros sintomas que podem acompanhar a vertigem incluem:

  • náuseas e vômitos;
  • desequilíbrio ao caminhar;
  • zumbido ou sensação de pressão no ouvido.

Esse tipo de tontura costuma ter início súbito e pode durar segundos, minutos ou até horas, dependendo da causa. É essencial descrever bem essa sensação ao médico, pois ela direciona os exames e o tratamento adequado.

Pré-síncope (ou sensação de desmaio)

Você já se levantou rápido demais e sentiu que ia “apagar”? Essa é a sensação clássica da pré-síncope, um tipo de tontura caracterizado por uma sensação iminente de desmaio, geralmente acompanhada de escurecimento visual e outros sintomas, como:

  • suor frio;
  • palpitações;
  • fraqueza nas pernas;
  • náusea leve.

Esse tipo de tontura está comumente relaciona à alterações na pressão arterial, como hipotensão postural (queda da pressão ao se levantar), arritmias cardíacas ou até hipoglicemia. Embora possa parecer passageira, a pré-síncope precisa ser investigada, principalmente se ocorrer com frequência, pois pode indicar alterações cardiovasculares importantes.

Desequilíbrio

O desequilíbrio é uma tontura percebida principalmente ao caminhar ou mudar de posição. A pessoa sente como se estivesse “bamba”, instável, e muitas vezes se apoia nas paredes ou em móveis para não cair.

Esse tipo de tontura está mais relacionado à dificuldade do corpo em se manter alinhado, e pode ter causas diversas:

  • alterações neurológicas (como lesões cerebelares ou doenças degenerativas);
  • envelhecimento natural do sistema vestibular;
  • doenças ortopédicas (como artrose ou fraqueza muscular);
  • visão prejudicada.
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O desequilíbrio é mais comum em pessoas idosas, e por isso representa um risco importante de quedas — algo que deve ser prevenido com atenção ao ambiente doméstico e uso de bengalas, quando necessário.

Tontura inespecífica

Por fim, temos a tontura sem uma definição clara, o que chamamos de “tontura inespecífica”. É uma sensação vaga, difusa, que muitas vezes é descrita como:

  • “cabeça oca”;
  • “cabeça pesada”
  • “sensação de estar flutuando”;
  • “confusão mental”;
  • “corpo leve demais ou pesado demais”.

Esse tipo de tontura pode ser causada por diferentes doenças e fatores orgânicos, bem como por problemas de ordem emocional e psicológica, como ansiedade, estresse crônico, transtornos do pânico e até depressão. Também pode estar ligada a quadros de fadiga intensa, uso de medicamentos, distúrbios do sono ou se manifestar como efeito colateral de substâncias.

Apesar de menos “dramática” que a vertigem, a tontura inespecífica pode ser persistente e altamente debilitante. O tratamento costuma envolver uma abordagem multidisciplinar, com avaliação otoneurológica, terapêutica e, em alguns casos, reabilitação vestibular.

Qual a diferença entre tontura e vertigem?

Uma dúvida muito comum é a diferença entre tontura e vertigem.

Tontura, de maneira geral, como dito, é uma sensação subjetiva de desequilíbrio, instabilidade, fraqueza, cabeça leve ou “flutuando” ou qualquer outra distorção na percepção de posição e equilíbrio.

A vertigem é a tontura caracterizada pela sensação de movimento rotacional, como se você ou o ambiente estivessem girando.

A distinção é importante, pois a vertigem geralmente é causada por problemas no sistema vestibular (ouvido interno ou nervo vestibular), e costuma surgir em doenças como VPPB (vertigem posicional paroxística benigna), neurite vestibular, doença de Ménière e labirintite.

E por falar em labirintite, preciso esclarecer algumas coisas sobre isso também.

Por que nem toda tontura é labirintite?

As pessoas comumente relacionam tonturas em geral com a labirintite, um termo popular para descrever doenças que afetam o equilíbrio. Entretanto, a labirintite, em rigor, trata-se da infecção/inflamação do labirinto e geralmente se apresenta junto a outros sintomas, como vertigem, nistagmo (movimentos involuntários dos olhos), perda de audição e zumbido.

Dessa forma, só podemos confirmar a labirintite quando constatamos uma infecção no labirinto, o que é algo relativamente raro no consultório. A maioria das infecções dentro do ouvido se resolvem em alguns dias ou semanas, sendo pouquíssimos os casos que evoluem para uma labirintite.

De maneira geral, merecem atenção pessoas com baixa imunidade constatada, imunossuprimidos e pacientes com quadros de otite média aguda, principalmente crianças, pois esse costuma ser um ponto de partida da doença.

Principais doenças causadoras de tontura

É necessária uma investigação ampla para descobrir o que pode ser a causa da tontura, tendo em vista que o sintoma está associado a vários tipos de disfunções e doenças, além da famosa labirintite.

Abaixo, listo os principais diagnósticos observados nos consultórios de otorrinolaringologia, mas advirto que somente a devida avaliação de um médico é capaz de confirmar qualquer quadro de saúde, ok?

VPPB (vertigem posicional paroxística benigna)

Dentre as disfunções e doenças do ouvido interno que provocam tontura, a VPPB é a mais comum. É também conhecida popularmente como “labirintite dos cristais”, embora não deva ser confundida com a labirintite.

Este quadro está relacionado aos otólitos, cristais microscópicos de carbonato de cálcio localizados no labirinto, envolvidos na manutenção do equilíbrio. A VPPB acontece quando os otólitos se desprendem, geralmente de forma espontânea, provocando vertigens rotatórias acompanhadas de náuseas que duram alguns segundos, geralmente quando o paciente faz determinados movimentos com a cabeça, principalmente ao se deitar, levantar da cama ou movimentar a cabeça no travesseiro.

Enxaqueca vestibular

A enxaqueca vestibular, também conhecida por migrânea vestibular, é o quadro em que a tontura aparece como uma manifestação da enxaqueca. Nesse caso, o paciente poderá relatar vertigem, sensação de mareio, desequilíbrio, entre outras alterações. Os sintomas podem durar de minutos a dias, e pioram com a movimentação. É comum ocorrer junto às crises de tontura, trazendo também outros sintomas além da dor de cabeça, como náuseas, vômitos, sensibilidade maior ao som e à luz, zumbido e sensação de ouvido tapado.

Esse é o diagnóstico mais comum em pacientes adultos com menos de 55 anos que se queixam de tonturas episódicas espontâneas, com maior prevalência entre mulheres com histórico de enxaqueca.

O diagnóstico deve levar em conta a história do paciente, uma vez que os sintomas podem se apresentar de formas variadas e os exames complementares geralmente não apresentam alterações. Crises recorrentes de vertigem rotatória com sintomas de enxaqueca em, pelo menos, metade desses episódios, merecem atenção.

Em alguns casos, não há dor de cabeça associada à tontura no presente, mas o diagnóstico pode levar em conta crises de enxaqueca vivenciadas no passado.

Neurite vestibular

Como o termo descreve, este quadro está associado à inflamação do nervo vestibular em um dos ouvidos, que é o neurônio que conecta o ouvido interno ao cérebro e desempenha importante papel no equilíbrio. Quando inflamado, a condução e a interpretação das informações transmitidas é comprometida gerando a tontura, que tende a surgir subitamente.

Ocorre com frequência após quadros de infecções virais de vias aéreas superiores. As principais diferenças entre a neurite vestibular e a labirintite, que também pode ser causada por uma inflamação, são a localização do acometimento — a neurite é no nervo vestibular e a labirintite, no labirinto — e a ausência de sintomas auditivos, no caso da neurite. Os distúrbios vestibulares geralmente são associados à náuseas, vômito, nistagmo e vertigem.

Vertigem fóbica (TPPP)

A vertigem fóbica é o quadro que melhor descreve a relação entre fatores de ordem psicológica com disfunções do equilíbrio. É típica em pacientes com histórico de transtorno de ansiedade ou trauma, e seu tratamento consiste no uso de antidepressivos, fisioterapia vestibular e Terapia Cognitivo Comportamental (TCC). 

O nome técnico atual que descreve essa condição é TPPP, ou tontura postural perceptual persistente, pois o quadro geralmente se instala após um episódio repentino de perda de equilíbrio ou tontura, que pode ter diversas causas, como problemas no ouvido, queda de pressão, crise de ansiedade, AVC, entre outras. A partir daí, o paciente desenvolve uma forte insegurança que desencadeia uma hipervigilância postural, ou seja, ele dá uma enorme atenção ao equilíbrio, como se precisasse ajustá-lo a todo momento.

O paciente costuma relatar tonturas constantes junto à instabilidades, sensação de cabeça pesada e visão nebulosa. Os sintomas geralmente pioram ao se levantar, ao se movimentar e quando frequenta locais com muitos elementos visuais, como supermercados, aeroportos e shoppings.

Doença de Ménière

A doença de Ménière é um distúrbio crônico da orelha interna associado a ataques súbitos de vertigem rotatória que podem durar de minutos a horas, junto a náusea e sensação de pressão no ouvido. Seus sintomas também incluem perda auditiva e zumbido, geralmente em apenas um ouvido, com maior intensidade durante as crises de vertigem.

Por apresentar tontura associada a alterações auditivas, esta doença também é muito confundida com a labirintite. Pacientes com Ménière, porém, apresentam os sintomas em crises (ou episódios), não de forma contínua. É um diagnóstico muito menos comum do que as outras causas de tontura citadas, mas que acomete muitas pessoas.

Saiba mais sobre a doença de Ménière

Tontura ortostática

Tontura ortostática é o nome utilizado para a famosa tontura que ocorre ao se levantar de forma rápida. Esse quadro está ligado a uma queda brusca da pressão após nos levantarmos ou mudarmos de posição rapidamente, especialmente em idosos.

Diante do movimento rápido, não damos tempo suficiente para que o cérebro seja devidamente irrigado de sangue. Isso gera um quadro chamado de hipoperfusão cerebral, que é o que provoca a tontura e outros sintomas associados, como desequilíbrio e visão turva.

Em alguns segundos, porém, a pressão sanguínea é restabelecida e o paciente nota uma melhora imediata de todos os sintomas.

Outras causas de tontura importantes 

Nem toda tontura é sinal de doença grave. Na verdade, em muitos casos, ela tem origens benignas, passageiras e até previsíveis. São situações em que o corpo apenas está reagindo a estímulos internos ou externos, como mudanças bruscas de pressão, jejum prolongado ou momentos de forte emoção.

Reconhecer essas causas não patológicas é importante para evitar preocupações desnecessárias e também para adotar atitudes simples que previnem novos episódios. Veja, abaixo, alguns fatores que merecem atenção.

Ansiedade e estresse

A ansiedade é uma das principais causas de tontura entre adultos jovens. Quando estamos em um estado de alerta constante, o corpo libera hormônios como adrenalina e cortisol, que alteram a respiração, a circulação e a percepção corporal.

A tontura ansiosa costuma vir acompanhada de:

  • respiração rápida ou superficial (hiperventilação);
  • palpitações e suor frio;
  • formigamento nas mãos ou no rosto;
  • sensação de desmaio.

Esse tipo de tontura pode durar minutos ou horas, especialmente em momentos de crise ou sob estresse prolongado. Embora não indique uma doença física, é um sinal de que a mente precisa de cuidado.

Alterações de pressão arterial

Mudanças súbitas na pressão, especialmente quando a pessoa se levanta rápido demais, podem causar hipotensão postural — sensação de escurecimento da visão, fraqueza e risco de desmaio. Esse quadro é muito comum em:

  • idosos;
  • quem toma medicamentos anti-hipertensivos;
  • após longos períodos sentado ou deitado.
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Na maioria das vezes, a tontura melhora espontaneamente em segundos. Porém, quando se repete com frequência, merece uma investigação clínica.

Hipoglicemia

Ficar muitas horas sem comer ou fazer exercício físico em jejum pode provocar queda nos níveis de glicose no sangue, gerando sintomas como:

  • tontura leve a moderada;
  • fraqueza;
  • visão embaçada;
  • irritabilidade;
  • suor frio.

Esse tipo de tontura é mais comum em diabéticos, mas pode afetar qualquer pessoa em condições específicas. Comer algo leve e de absorção rápida (como uma fruta) costuma resolver rapidamente o desconforto.

Uso de medicamentos

Diversos remédios podem ter a tontura como efeito colateral. Entre os mais comuns, estão:

  • anti-hipertensivos;
  • diuréticos;
  • antidepressivos e ansiolíticos;
  • relaxantes musculares;

Se a tontura surge logo após o início de um novo tratamento, ou piora com o uso contínuo, vale conversar com o médico para ajustar a dose ou considerar alternativas.

Anemia

A anemia, especialmente quando causada por deficiência de ferro, reduz a capacidade do sangue de transportar oxigênio para o cérebro e para o corpo. O resultado é uma sensação constante de fadiga, fraqueza e tontura leve — geralmente mais evidente ao fazer esforço físico ou em ambientes quentes e abafados.

Esse tipo de tontura é comum em:

  • mulheres em idade fértil (por conta da menstruação intensa);
  • pessoas com alimentação pobre em ferro;
  • indivíduos com sangramentos ocultos (como úlceras ou hemorroidas).

Apesar de não ser considerada uma “doença grave” em si, a anemia precisa de atenção e precisa ser tratada.

Desidratação

Nos dias mais quentes ou em situações de febre, vômitos, diarreia ou uso excessivo de diuréticos, o corpo perde líquidos e sais minerais. Isso leva a uma queda na pressão arterial e no volume sanguíneo, provocando tontura — especialmente ao se levantar.

A desidratação também pode causar:

  • boca seca;
  • cansaço;
  • diminuição da urina.

Beber água ao longo do dia, mesmo sem sede, é uma atitude simples que pode prevenir esse tipo de tontura.

Gravidez

Durante a gestação, o corpo da mulher passa por inúmeras mudanças hormonais e circulatórias. A progesterona, por exemplo, dilata os vasos sanguíneos, o que pode levar a quedas de pressão. Além disso, é comum que a gestante tenha períodos de hipoglicemia ou anemia leve.

A tontura na gravidez é geralmente leve e passageira, mas pode ser mais intensa no primeiro trimestre. Para evitá-la:

  • alimente-se em intervalos regulares;
  • evite ficar muito tempo em pé;
  • levante-se devagar;
  • beba bastante água.

Caso os episódios sejam frequentes, persistentes ou acompanhados de desmaios, é essencial buscar avaliação médica.

A tontura é mais comum em que idade?

A tontura é um sintoma que pode surgir em qualquer fase da vida — de crianças a idosos. Mas a frequência, as causas e os riscos associados à tontura mudam bastante de acordo com a idade. Entender essas diferenças ajuda a identificar quando a tontura pode ser apenas um desconforto momentâneo ou quando ela merece uma avaliação mais cuidadosa.

A seguir, veja como a tontura costuma se manifestar em diferentes faixas etárias.

Crianças e adolescentes

Embora menos comum, a tontura também pode afetar os pequenos. Em crianças, ela geralmente está relacionada a infecções virais que afetam o ouvido médio e quadros menos comuns, como a migrânea vestibular da infância — uma condição que pode misturar sintomas de enxaqueca com vertigem.

Já em adolescentes, fatores emocionais ganham destaque. O estresse escolar, a ansiedade e mudanças hormonais podem provocar tontura inespecífica ou até episódios de pré-síncope. Nesses casos, o acolhimento emocional e o acompanhamento clínico são fundamentais.

Adultos (20 a 60 anos)

Em pessoas muito jovens, as tonturas são menos frequentes, mas podem acontecer. Diagnósticos comuns em pessoas com menos de 40 anos incluem neurite vestibular, enxaqueca vestibular e doença de Ménière.

Há também quadros associados a fatores do estilo de vida ou questões emocionais. A ansiedade, por exemplo, pode provocar uma tontura difusa e persistente, que não melhora com repouso e nem se relaciona com a posição do corpo. Entretanto, é sempre importante investigar esse tipo de manifestação, pois, ainda que o aspecto emocional influencie os sintomas e a experiência do paciente, geralmente encontramos causas subjacentes.

Outras causas possíveis nessa fase incluem:

  • distúrbios do labirinto;
  • uso de medicamentos;
  • síndrome de taquicardia postural ortostática (POTS), mais comum em mulheres.

A partir dos 40 anos, a frequência da tontura tende a aumentar, assim como a variedade de causas. Nessa fase, há uma maior probabilidade de problemas no sistema vestibular, como a vertigem posicional paroxística benigna (VPPB) — aquela tontura intensa ao deitar ou virar a cabeça.

Embora o risco de quedas seja menor nessa idade, a tontura pode afetar a produtividade, a concentração e a qualidade de vida. Além disso, outros fatores ganham importância nesse grupo, como:

  • hipertensão e diabetes mal controlados;
  • colesterol alto e problemas cardiovasculares;
  • início de alterações na audição e no equilíbrio.

Essa faixa etária costuma ser marcada por estresse crônico, sobrecarga de trabalho e preocupações familiares, o que também pode contribuir negativamente para a experiência de pessoas que sofrem de tontura.

Idosos (acima de 60 anos)

É nessa fase da vida que a tontura se torna muito mais frequente e perigosa. Estudos mostram que mais da metade das pessoas com mais de 65 anos já teve episódios frequentes de tontura. Isso acontece porque o sistema de equilíbrio — que depende da visão, do labirinto e da propriocepção — começa a sofrer desgastes naturais.

Entre as causas mais comuns estão:

  • VPPB (extremamente frequente após os 60 anos);
  • diminuição da função do labirinto;
  • doenças neurológicas, como Parkinson ou AVC;
  • alterações na pressão arterial;
  • uso excessivo de medicamentos.

A tontura em idosos é uma das principais causas de quedas domésticas, que podem levar a fraturas, internações e perda da autonomia. Por isso, todo episódio de tontura nessa fase da vida merece atenção especial.

Como é feito o diagnóstico da tontura?

A investigação das causas da tontura pode envolver exames complementares e avaliação médica multidisciplinar, a depender dos fatores associados ao sintoma.

Muitas vezes, é difícil caracterizar as sensações vivenciadas pelo paciente, por isso, é importante separarmos diferentes aspectos da tontura para facilitar a sua compreensão. Na prática, são cinco perguntas simples que o paciente deve responder.

Que tipo de tontura você sente?

A primeira coisa a avaliar é a experiência vivenciada durante a tontura, como sensação de desequilíbrio, instabilidade ou ilusão de movimento (a chamada vertigem, que é quando o paciente sente que ele ou o ambiente a sua volta está balançando ou girando).

A sua tontura é espontânea ou é desencadeada?

O paciente também deve observar se a tontura surge de forma espontânea ou se está associada a algum fator desencadeante, como uma mudança de posição, estresse ou ansiedade, poucas horas de sono, longos períodos de jejum, entre outros.

A sua tontura ocorre em episódios ou é contínua?

Um ponto extremamente importante a ser observado é se a tontura surge em crises, ou seja, períodos com tontura e períodos longos sem sintomas (semanas, meses ou anos) ou se ela é contínua (todos os dias e em todos os momentos). Essa informação não apenas facilita o diagnóstico, como também nos ajuda a definir estratégias de tratamento mais eficazes.

Qual é a duração das crises de tontura?

Partindo da pergunta anterior, é importante observar também a duração dos episódios de tontura — se eles duram alguns segundos, minutos ou horas — ou, no caso de um quadro contínuo, se iniciou há meses ou anos, por exemplo.

Quais são os outros sintomas associados à tontura?

Esta é a mais importante pergunta para o diagnóstico. O paciente deve informar se durante a tontura ou durante o período em que ela surgiu, outros sintomas são observados, como:

  • alterações auditivas: sensação de ouvido tapado, zumbido, perda auditiva ou dor no ouvido, por exemplo;
  • enjoo: que pode se apresentar junto à vômitos;
  • palpitação: sensação de coração acelerado;
  • dores de cabeça ou no pescoço;
  • sudorese excessiva e palidez.

Cada um desses fatores é uma pista para o diagnóstico da sua tontura e também para a investigação de outros problemas associados. A depender das características do quadro, exames podem ser solicitados.

Quais são os exames para diagnosticar tontura?

O diagnóstico de tontura começa pela consulta médica. Antes de pedir qualquer exame, o otoneurologista avalia a história do paciente, os sintomas, como a tontura aparece, sua duração, gatilhos e outras características. 

Muitas vezes, apenas essa conversa associada ao exame físico já é suficiente para identificar a causa. Isso é importante porque exames complementares não substituem a avaliação clínica — eles servem para confirmar suspeitas.

Entre os exames mais utilizados está a vectoeletronistagmografia (VENG), que registra os movimentos dos olhos para avaliar a função do labirinto e do sistema vestibular. Ela ajuda a identificar assimetrias, déficits ou ou até alterações neurológicas que possam explicar os sintomas. Embora seja bastante útil, a VENG não é necessária para todos os pacientes.

Outro exame muito importante é o vHIT (video Head Impulse Test), que avalia o reflexo vestíbulo-ocular de forma rápida e precisa. Ele mostra como o labirinto reage a movimentos bruscos da cabeça, permitindo detectar déficits sutis que nem sempre aparecem na VENG. O vHIT é moderno, confortável e também ajuda a diferenciar causas periféricas e centrais de tontura.

A prova calórica também pode ser solicitada, geralmente como parte da VENG. Ela avalia cada labirinto separadamente, observando como ele responde a estímulos térmicos. 

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Além desses, outros testes como posturografia, audiometria, potencial evocado miogênico vestibular (VEMP) e exames de imagem (ressonância, tomografia) podem ser utilizados. 

Mas é essencial reforçar: nem sempre há necessidade de exame. Em muitos casos, a avaliação clínica é suficiente e os testes só entram quando realmente fazem diferença no diagnóstico.

Tenho tontura e meus exames estão normais

É muito comum que o paciente faça vários exames e receba todos os resultados dentro da normalidade — e continue sentindo tontura. Isso gera ansiedade e uma sensação de que “ninguém descobre o problema”. Entretanto, exames normais não eliminam a possibilidade de existir uma alteração funcional no equilíbrio. Eles apenas dizem que não há lesões estruturais detectáveis.

A tontura pode ter causas que não aparecem em exames tradicionais. Muitas vestibulopatias, não deixam marcas claras nos testes. Isso vale para quadros como tontura perceptual postural persistente (TPPP), enxaqueca vestibular, hipofunções discretas ou instabilidades que só se manifestam em certas situações. Ou seja, o exame normal não significa que não  há doença acometendo o sistema do equilíbrio. 

Outro ponto importante é que os exames avaliam o sistema vestibular em condições específicas, controladas. Isso não reproduz exatamente o mundo real. É possível que o labirinto funcione bem nos testes, mas que o cérebro esteja processando mal o equilíbrio em cenários dinâmicos, com estímulos visuais intensos, movimento ou estresse. Por isso, a interpretação do médico é tão essencial quanto o resultado num papel.

Na prática, exames normais significam que condições graves já foram descartadas — o que é uma ótima notícia. A partir daí, o foco volta para o quadro clínico: entender o padrão da tontura, hábitos, gatilhos, estilo de vida e sintomas associados. Com isso, o especialista que é o médico otoneurologista consegue direcionar o tratamento, mesmo sem alterações nos exames.

O que fazer para aliviar a tontura?

Se a tontura aparecer de repente, siga este passo a passo simples para aliviar os sintomas e evitar quedas ou desmaios:

  • pare imediatamente o que estiver fazendo: sente-se ou deite-se assim que possível, para evitar quedas ou acidentes;
  • foque em um ponto fixo no ambiente: isso ajuda a diminuir a intensidade da tontura, principalmente em casos de vertigem rotatória
  • evite movimentos bruscos com a cabeça ou o corpo: mantenha-se o mais imóvel possível por alguns minutos, de preferência com os olhos abertos;
  • respire profundamente e devagar: inspire pelo nariz e expire pela boca, com calma, pois isso ajuda a reduzir sintomas causados por ansiedade ou hiperventilação;
  • hidrate-se: beba um copo d’água, especialmente se estiver em jejum, com calor excessivo ou tiver suado muito;
  • afrouxe roupas apertadas: principalmente ao redor do pescoço, cintura ou peito — isso melhora a circulação;
  • se estiver em pé, sente-se com a cabeça entre os joelhos: essa posição ajuda a aumentar o fluxo de sangue para o cérebro (em casos de pré-síncope);
  • evite usar celular, dirigir ou operar máquinas até se sentir 100% bem: aguarde alguns minutos ou mais, dependendo da intensidade da tontura;
  • peça ajuda se necessário: se estiver só, ligue para alguém de confiança, e se estiver em um local público, chame um funcionário ou segurança.

Como tratar a tontura?

Como a tontura é um sintoma, o seu tratamento depende do fator responsável por desencadeá-la. 

Na VPPB, por exemplo, é necessário realizar a manobra de reposicionamento dos otólitos, que é feita em consultório e geralmente garante a melhora do paciente na primeira execução.

Já na TPPP, o tratamento consiste no uso de antidepressivos, reabilitação vestibular e acompanhamento psicológico.

Frequentemente, entretanto, a tontura se apresenta dentro de quadros crônicos, como a enxaqueca vestibular, que exigem controle e acompanhamento contínuos.

De maneira geral, é fundamental que o paciente adote um estilo de vida saudável:

  • se alimente adequadamente e em intervalos regulares;
  • evite abusar de bebidas alcoólicas e açúcar;
  • pratique atividades físicas;
  • durma bem, mantendo horários fixos para se deitar e se levantar;
  • adote medidas de controle de estresse.

Outro ponto importantíssimo é evitar a automedicação. Embora o uso de comprimidos para dor de cabeça, tontura e enjoo seja muito comum, por exemplo, a necessidade frequente desse tipo de medicação não é normal e deve ser avaliada.

A depender das causas, da frequência e da intensidade dos episódios de tontura, podem ser prescritos medicamentos para aliviar este e outros sintomas. Entretanto, é fundamental que o tratamento seja orientado por um médico.

Muitas vezes, as crises estão associadas a gatilhos, como períodos de grande pressão e ansiedade ou consumo excessivo de determinadas substâncias.

Por isso, costumo pedir aos pacientes que façam um diário, registrando as circunstâncias em que eles se encontram quando a tontura e outros sintomas acontecem. Administrar esses gatilhos também faz parte da estratégia de tratamento.

Reabilitação vestibular: o que é e quando é indicada? 

A reabilitação vestibular é um tratamento baseado em exercícios específicos para treinar o sistema de equilíbrio. Ela ajuda o cérebro a compensar déficits do labirinto, melhorar a estabilidade corporal e reduzir a sensação de instabilidade ou tontura. É uma abordagem segura, personalizada e com excelentes resultados quando aplicada corretamente.

O foco da reabilitação não é curar a lesão que ocorreu no sistema do equilíbrio, mas sim ensinar o sistema nervoso a se readaptar. O cérebro tem uma capacidade muito grande de compensar falhas vestibulares, e os exercícios aceleram esse processo. Por isso, ela é indicada tanto para quem tem perda de função no labirinto quanto para quem possui alterações funcionais, como intolerância a movimento ou tontura associada a quadros de ansiedade.

A indicação depende do diagnóstico. Pacientes com hipofunção vestibular (unilateral ou bilateral), enxaqueca vestibular em casos selecionados, TPPP, tontura após longos períodos de inatividade ou mesmo idosos com desequilíbrio podem se beneficiar. A reabilitação também é útil após cirurgias do ouvido ou condições que afetam o reflexo vestíbulo-ocular.

Os exercícios são personalizados e podem envolver movimentos da cabeça, treino de equilíbrio, estímulos visuais, marcha e desafios progressivos. A evolução é gradual — não há melhora da noite para o dia —, mas a maioria dos pacientes relata redução significativa dos sintomas ao longo das semanas. Em resumo, a reabilitação vestibular é um dos pilares utilizados no tratamento da tontura, desde que seja bem indicada pelo médico otoneurologista e acompanhada por um profissional capacitado que geralmente é um fonoaudiólogo ou fisioterapeuta especialista em disfunções do equilíbrio.

Quando devo procurar um médico?

A tontura nem sempre indica uma doença a ser tratada. Episódios esporádicos são relativamente comuns em pessoas de todas as idades e são frequentemente causados por questões de postura, excesso de esforço físico ou queda de pressão por movimento súbito ou jejum.

Sendo assim, caso a tontura seja breve (não ultrapasse um minuto) e não seja acompanhada de nenhum outro sintoma, recomendamos que observe se os episódios estão acontecendo com frequência e se há algum outro tipo de alteração relacionada.

Por outro lado, quando a tontura é recorrente ou se mantém por longos períodos, gerando risco de queda e dificuldades no dia a dia, o ideal é procurar um médico. 

Sintomas atrelados à tontura que também merecem atenção são:

  • dificuldade de locomoção e alterações motoras (esforço para movimentar braços e pernas);
  • comprometimento da visão, da fala ou da deglutição (reflexo de engolir);
  • perda auditiva;
  • quedas e desmaio;
  • dores de cabeça ou no pescoço;
  • febre.

Tontura pode ser algo grave?

Diante de episódios súbitos e intensos de tontura é recomendável buscar atendimento imediatamente, principalmente quando constatado também algum tipo de perda de coordenação, dificuldade de fala associados, entre outras alterações de caráter possivelmente neurológico.

Não é um evento tão comum como as causas citadas anteriormente, mas existe a possibilidade da tontura estar ligada a quadros de maior urgência e complexidade, como AVCs (acidentes vasculares cerebrais) e tumores.

Que médico trata tontura?

Muitas pessoas perguntam qual o melhor médico para tontura ou labirintite. Embora exista a possibilidade de a tontura estar atrelada a problemas cardíacos, neurológicos, endócrinos, psicológicos, psiquiátricos, entre várias outras causas, a área mais competente para iniciar a investigação desse sintoma é a otorrinolaringologia.

O melhor médico para labirintite ou tontura, portanto, é o otorrinolaringologista. Entretanto, você também pode optar por consultar um otoneurologista, que é o otorrinolaringologista especializado nesse tipo de sintoma e em outras condições relacionadas ao labirinto, como o zumbido no ouvido. Esse especialista pode oferecer uma abordagem mais clara e aprofundada do sintoma.

O diagnóstico parte da conversa com o paciente, que deve deixar claro quaisquer mudanças em sua rotina, em sua dieta, no seu sono e no seu humor que antecederam os episódios de tontura. Caso ele faça uso de medicamentos, também deve ser avaliada a influência de alguma substância no surgimento ou no agravamento do quadro.

A compreensão da história do paciente é fundamental para que o médico seja capaz de definir as causas mais prováveis do sintoma, pois, na maioria dos casos, não existe um exame capaz de identificar sozinho o agente causador da tontura e de outras alterações associadas. 

Muitos diagnósticos, inclusive, não necessitam de exames, sendo o relato e as descrições do paciente a principal linha de investigação do otoneurologista.

Você deve saber, entretanto, que existem tratamentos para todos os tipos e causas de tontura, e é fundamental a avaliação e o acompanhamento de um médico especialista. Quanto antes o paciente descobre as origens do sintoma, mais cedo ele pode tratar a sua tontura e recuperar a sua qualidade de vida.

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Sobre Dra Nathália Prudencio

Dra Nathália Prudencio é médica otoneurologista, especialista em tontura e zumbido. Saiba mais
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