Zumbido no ouvido é a percepção de um som sem uma fonte sonora externa, comumente relatado como um ruído semelhante a insetos, aparelhos elétricos, apitos, entre várias outras descrições. O zumbido é um sintoma, não uma doença, pode se manifestar em todas as idades e afeta cerca de 28 milhões de pessoas no Brasil.

Antes de qualquer coisa, você tem zumbido no ouvido? O que é zumbido no ouvido, afinal?

De acordo com levantamentos da OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 20% da população mundial apresenta algum grau de perda auditiva ou zumbido. No Brasil, estima-se que o sintoma afete cerca de 28 milhões de pessoas.

Ainda assim, somente um, em cada dez pacientes (ou 2% a 3% da população) apresenta o zumbido como incômodo importante. 

O sintoma pode ser acompanhado de estresse, aborrecimento, ansiedade, depressão, exaustão e insônia, indicando que o quadro está diretamente ligado a uma diminuição na qualidade de vida do paciente. Isso ocorre com você?

Muitas pessoas buscam ajuda devido ao incômodo que esse som “fantasma” pode gerar ao longo do dia e, principalmente, durante a noite. Entretanto, como ainda há muito desconhecimento sobre o assunto, o paciente pode ter dificuldade para encontrar profissionais e até para descrever o que está sentindo.

A própria natureza do zumbido no ouvido — que, na maior parte dos casos, só pode ser percebido e experienciado por quem o tem  — dificulta a sua investigação.

Felizmente, existem muitos meios de diagnosticar e tratar o problema na atualidade, seja por meio de tratamentos em si, seja por meio de terapias para minimizar esse incômodo.

Continue a leitura para saber tudo sobre esse intrigante sintoma e o que fazer quando ele passa a incomodar e prejudicar o seu dia a dia.

Conteúdo:

O que é o zumbido no ouvido?

Zumbido no ouvido é um sintoma auditivo caracterizado pela percepção de um som sem uma fonte sonora ou estimulação externa. Pode apresentar diferentes tipos sonoros, sendo frequentemente relatado como:

  • apito ou assobio;
  • chiado ou sirene;
  • água corrente, onda do mar ou cachoeira;
  • insetos (como mosquito, grilo ou cigarra);
  • aparelhos elétricos (como motores ou estática da TV);
  • pulsação (como um coração batendo);
  • cliques e estalos.

O zumbido pode ser temporário ou permanente, constante ou recorrente, se desenvolver de forma repentina ou gradual e ocorrer em um ou ambos os ouvidos (zumbido bilateral).

É um sintoma relativamente comum, pode acometer pessoas de todas as idades, e está presente em uma grande variedade de diagnósticos, desde problemas simples, como cerume acumulado, a doenças complexas.

Na maioria dos casos, porém, está ligado a alguma lesão ou perda auditiva, mesmo quando leve. Por isso, tende a ser mais comum em idosos, profissionais frequentemente expostos a sons muito altos (como operários da construção civil, cabeleireiros e músicos), bem como em jovens que utilizam fones de ouvido em volume alto por longos períodos.

Acufeno, tinido e tinnitus são termos também usados para se referir ao zumbido no ouvido. Embora seja um sintoma relativamente pouco discutido na mídia, o zumbido é relatado por muitos artistas e já inspirou até trechos de músicas famosas, como Call Letter Blues, de Bob Dylan, e Starting at the Sun, do U2.

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Zumbido no ouvido ao deitar: por que piora durante a noite?

Alterações no fluxo sanguíneo na região do ouvido causados por algum tipo de estreitamento ou malformação vascular, assim como manter o pescoço em determinadas posições, podem contribuir para o surgimento ou agravamento do zumbido ao deitar.

Na maior parte dos casos, entretanto, isso se deve ao fato de nos encontrarmos em um local calmo e darmos maior atenção aos sons do nosso corpo na hora de dormir.

Ao longo do dia, quando os sons do ambiente se sobrepõem ao ruído e estamos mais atentos a outras atividades, o zumbido tende a incomodar menos e até “desaparecer” da experiência do paciente, em muitos casos.

Em ambientes silenciosos, porém, especialmente à noite, quando nos desconectamos das tarefas diárias e há uma diminuição do “volume” das cidades, o zumbido ganha destaque. Isso leva o paciente a crer que o problema surge apenas nesses horários.

É possível, por exemplo, que muitas pessoas considerem o som de chuva ou da TV ligada relaxantes, justamente por eles se sobreporem a algum tipo de incômodo auditivo.

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Quais são os tipos de zumbido no ouvido?

Muitas classificações já foram propostas para o zumbido no ouvido e é importante esclarecer que uma mesma doença ou condição pode trazer diferentes tipos de zumbido. Confira, a seguir, as principais classificações utilizadas atualmente para a investigação do sintoma.

Zumbido objetivo e subjetivo

O zumbido subjetivo é o mais frequente. É o sintoma caracterizado por um som “fantasma” que só o paciente é capaz de perceber. Entre diversas causas, está quase sempre associado a algum grau de perda auditiva ou lesão sofrida pelo ouvido.

O zumbido objetivo, por sua vez, é o menos frequente. Diferentemente do subjetivo, o ruído, nesse caso, pode ser detectado pelo médico por meio de instrumentos. Está geralmente relacionado a espasmos musculares ou alterações vasculares na região da orelha e sua proximidades.

Zumbido pulsátil e não pulsátil

O acufeno do tipo pulsátil se caracteriza por apresentar um som ritmado, que pode ser ou não sincronizado com o ritmo dos batimentos cardíacos. 

Quando o ruído é síncrono aos batimentos cardíacos, pensamos em uma causa vascular, como alterações no fluxo sanguíneo e malformações na região da orelha ou próximo à ela. Quando o som é assíncrono, o mais provável são alterações musculares ao redor ou dentro do ouvido.

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Zumbido primário e secundário

Chamamos de zumbido primário, o tinido que não apresenta uma causa específica ou identificável. Pode ser desencadeado por diversos fatores, como danos nas células ciliadas do ouvido interno (decorrente da exposição a sons muito altos, por exemplo), efeito colateral de substâncias ototóxicas e envelhecimento.

O zumbido secundário, por sua vez, é aquele que se origina a partir de uma causa subjacente identificável, como problemas no canal auditivo ou na região média do ouvido, distúrbios neurológicos, lesões na região da cabeça e pescoço, disfunção na articulação temporomandibular, alterações vasculares, entre outras possibilidades.

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Zumbido contínuo ou intermitente

Como os termos esclarecem, o zumbido contínuo é aquele cuja sua presença é constante na experiência do indivíduo, em um ou ambos os ouvidos. Já o zumbido intermitente é aquele que se apresenta em períodos, ou seja, o paciente o percebe apenas em determinados momentos.

Essa intermitência pode ser influenciada por diversos fatores, como exposição a determinados ambientes, alterações fisiológicas e consumo de determinadas substâncias. Muitas vezes, porém, o zumbido é constante, só não é notado pelo paciente em algumas situações (geralmente em ambientes no qual o som é mascarado ou quando o paciente está focado em alguma atividade e dá menos atenção ao ruído).

Zumbido agudo e crônico

Nesta classificação, procuramos determinar se o zumbido é um evento pontual ou se ele é permanente. O zumbido agudo é aquele que ocorre durante um pequeno período (no máximo alguns dias), mas não persiste. É muito comum após frequentarmos uma festa ou show com sons muito altos, por exemplo.

Já o zumbido crônico é aquele que não vai embora. Há discussões sobre qual seria o período de referência, mas, em geral, quando o sintoma se mantém por mais de três meses, já podemos tratá-lo como crônico.

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De onde vem o som do zumbido?

Por ser um sintoma intrigante, muitas vezes de difícil diagnóstico, o zumbido é cercado de lendas e crenças. Entretanto, embora ainda existam perguntas em aberto, houve um grande avanço no entendimento do zumbido e nas estratégias de tratamento nos últimos anos, e a área tem ganhado cada vez mais notoriedade na mídia, o que também contribui para a correta orientação do público e para a busca por soluções eficazes.

O que já sabemos é que, na maioria dos casos, há diferentes fatores associados ao zumbido no ouvido, com destaque para a perda auditiva, de leve a profunda, como explicado. Lesões ou agressões no sistema auditivo, desencadeadas por doenças, medicações, envelhecimento ou exposição a sons muito altos, são encontradas na maioria dos diagnósticos.

Em relação à origem do som, estudos evidenciam que após uma lesão no ouvido, que pode ocorrer nas células ciliadas ou no nervo auditivo, ocorre uma readaptação em diversas áreas neurológicas envolvidas na percepção auditiva, e é a partir dessas alterações nas conexões neurais que o sintoma tende a surgir. Sabemos também que pessoas com zumbido no ouvido geralmente apresentam uma atividade aumentada em determinadas regiões do cérebro relacionadas à audição. 

Quais são as causas do zumbido no ouvido? 7 motivos comuns!

Como dito, as causas do zumbido no ouvido são diversas e, frequentemente, o paciente apresenta vários motivos para ter o sintoma. Além da perda auditiva, o quadro pode estar ligado a infecções, traumas, medicamentos, alterações metabólicas, problemas neurológicos e várias outras condições.

Como você vê, nem sempre um problema no ouvido é a causa do zumbido, e por isso a investigação deve ser abrangente. É natural que o paciente com o sintoma use a internet para tentar descobrir as causas do barulho no seu ouvido, mas advirto que você não deve tirar conclusões por conta própria. A seguir, você confere uma lista com as principais causas diagnosticadas, mas ressalto que essas informações são de caráter informativo. Somente a devida avaliação médica pode esclarecer o seu quadro, ok?

1. Perda auditiva

Como dito, a perda ou a lesão auditiva é a causa mais comum de zumbido permanente. Embora seja um processo natural, relacionado ao envelhecimento, a perda auditiva também pode ocorrer em virtude da exposição a ruídos muito altos e intensos ou infecções no ouvido interno.

2. Infecções

Alguns tipos de infecções podem trazer o zumbido como um dos seus sintomas. Além da famosa Labirintite, podemos citar também a Otite Média. Nesse tipo de quadro, sintomas típicos de infecções também são esperados, como dor importante no ouvido, sensação de ouvido tapado e alterações na audição.

3. Transtornos do labirinto

Quando o zumbido surge associado a sintomas como vertigem, plenitude auricular (sensação de ouvido tapado) ou dor de cabeça, podemos pensar em diferentes doenças relacionadas ao labirinto, como Enxaqueca Vestibular, Doença de Ménière e, também, a Labirintite. 

4. Desordens funcionais

Cada vez mais casos e estudos deixam claro a correlação entre desordens funcionais ― como mordida errada, bruxismo e disfunção temporomandibular ― e o zumbido no ouvido. A proximidade entre estruturas músculo esqueléticas e o ouvido pode contribuir para o surgimento ou agravamento do zumbido.

5. Cerume impactado

O excesso de cerume também pode causar alterações auditivas importantes, incluindo o zumbido, em alguns casos. Vale destacar, porém, que a lavagem do canal auditivo só deve ser realizada em consultório por um médico otorrinolaringologista. 

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6. Alterações vasculares

Como expliquei no tópico sobre zumbido pulsátil, alterações vasculares na região do ouvido podem também estar ligadas ao sintoma. Mudanças no fluxo sanguíneo local ou estreitamentos causados por compressão ou malformação vascular são algumas explicações para essa relação. 

7. Medicamentos

Por fim, é importante destacar que o zumbido também pode surgir ou se agravar devido à substâncias presentes em produtos químicos ou medicamentos. Fármacos usados para tratamento de câncer e hipertensão, bem como antidepressivos e antibióticos, por exemplo, podem estar associados ao zumbido, embora a proporção de pacientes que experimentam esse efeito seja muito variável.  

Como o zumbido pode impactar a qualidade de vida?

Felizmente, hoje existem diferentes formas de abordar o zumbido na tentativa de diminuir a sua intensidade e volume ou até eliminá-lo completamente. Porém, até este momento, não há um tratamento único, como cirurgia ou medicamento, capaz de garantir a sua remissão completa em todos os casos. Por isso, é sempre importante buscar a causa do sintoma para que possamos tratá-lo corretamente.

Um dos objetivos do tratamento do zumbido é justamente minimizar o seu impacto na vida pessoal e profissional do paciente.

Como destacado logo no princípio do artigo, o zumbido no ouvido só é considerado uma perturbação incapacitante para um pequeno número de indivíduos. A maioria deles, tende a se habituar com o sintoma, por meio de um mecanismo natural do cérebro que tende a diminuir a percepção de sons monótonos. 

Para aqueles que sofrem com o tinido, o maior problema está em não procurar ajuda, uma vez que o desconhecimento do quadro gera ansiedade e posterga uma melhora que o paciente poderia desfrutar muito antes de apresentar dificuldade de concentração, irritação, depressão e outras consequências.

Nesses casos, o sintoma pode trazer grandes prejuízos para a vida do paciente, uma vez que o incômodo pode interferir diretamente no seu humor, na sua produtividade, no seu sono e até no seu comportamento.

Como prevenir o zumbido?

É muito importante cuidar dos nossos ouvidos e da nossa audição, mas esse cuidado é frequentemente negligenciado pelas pessoas.

Evitar locais barulhentos e o uso excessivo de fones de ouvido (principalmente em alto volume) é uma recomendação básica, assim como o uso de protetores auriculares em ambientes de trabalho com muito ruído. É também fundamental manter bons hábitos alimentares, evitando, sobretudo, o consumo excessivo de alimentos ricos em cafeína e açúcares.

De maneira geral, são fatores de risco que podem contribuir para o aparecimento ou piora do quadro de zumbido:

  • hipertensão, diabetes e colesterol elevado (que podem favorecer o acúmulo de gordura dentro dos vasos);
  • desvios na coluna cervical e contraturas musculares;
  • baixa imunidade (maior propensão à infecções sistêmicas e no ouvido);
  • disfunção temporomandibular;
  • abuso de bebidas alcoólicas;
  • tabagismo;
  • envelhecimento natural do sistema auditivo;
  • cirurgias e medicamentos que afetam o ouvido;
  • estresse e transtornos do humor.
  • má qualidade do sono.

Contudo, você sabe a qual médico recorrer em caso de zumbido? Você sabia que existe uma especialidade médica dedicada ao tratamento de zumbido no ouvido? Continue a leitura para descobrir!

Quando procurar um médico e qual médico procurar?

De maneira geral, é recomendado procurar ajuda a partir do momento que notar um zumbido que não vai embora, especialmente quando o sintoma gera alguma perturbação no trabalho ou no sono, por exemplo.

A experiência do paciente tem papel central na compreensão do quadro. É fundamental buscar orientação médica quando o acufeno surge após um procedimento cirúrgico, após o uso de um medicamento ou após a exposição a sons muito altos (como máquinas, explosões, tiros de arma de fogo, shows, festas e festivais).

Quando associado a sintomas mais graves, como febre, tontura, dor de cabeça, secreção de pus, sensação de ouvido tapado e notável perda de audição, recomenda-se atendimento médico imediato.

Em todos os casos, o melhor profissional a ser consultado é o médico otorrinolaringologista, tendo em vista que a Otorrinolaringologia é a ciência médica responsável pelo diagnóstico e pelo tratamento de disfunções e doenças do ouvido. Você deve saber, porém, que dadas as notáveis particularidades do zumbido, é fortemente recomendável procurar um especialista dedicado a esse tipo de sintoma. Esse médico é o otoneurologista.

O que é um otoneurologista e por que ele é o médico mais indicado para o diagnóstico do zumbido?

A Otoneurologia é a especialidade médica focada nos distúrbios do equilíbrio e nas condições, desordens e doenças causadoras do zumbido no ouvido. Ou seja, o otoneurologista é o otorrinolaringologista focado no diagnóstico e no tratamento de tontura e zumbido.

Além dos quadros citados, o otoneurologista é também o especialista mais indicado para tratar outras patologias relacionadas ao ouvido interno e que, frequentemente, surgem junto ao zumbido. Sintomas como desequilíbrio, tontura e instabilidade, quedas frequentes, enjoo em viagens e dor de cabeça associada à tontura são também competências deste especialista.

Saiba mais:

5 motivos para você procurar otoneurologista para diagnosticar e tratar o seu zumbido

Agora que você sabe o que é um otoneurologista, vai gostar de conferir 5 razões para se consultar com este especialista. Veja! 

1. Correta investigação do sintoma

O zumbido é uma especialidade que ainda apresenta questões em aberto e, por isso, sofre com especulações e desconhecimento, inclusive dentro da comunidade médica. Sendo assim, o olhar de um especialista, que se dedica exclusivamente ao estudo da área, pode fazer toda a diferença na investigação das causas do sintoma.

2. Tratamento adequado para o zumbido no ouvido

O otoneurologista, sobretudo por acompanhar diversos pacientes com as mesmas queixas, está muito mais apto a desenvolver um tratamento eficaz, comparando o sucesso de diferentes estratégias e se mantendo atento às novidades apresentadas em novos estudos da área.  

3. Coordenação do cuidado

Pessoas com zumbido geralmente necessitam de atenção multidisciplinar. Por ser o responsável pelo ponto central do tratamento, o otoneurologista é o mais indicado para encaminhar o paciente para outros profissionais, como fonoaudiólogos, psicólogos e fisioterapeutas, bem como para coordenar essas diferentes áreas e garantir o melhor aproveitamento possível de cada uma delas.

4. Um médico especialista em zumbido vai te ajudar a evitar tratamentos ineficazes e automedicação

A orientação é também parte essencial da melhora do sintoma, sendo o médico especialista responsável por alertar o paciente sobre terapias e tratamentos sem comprovação científica e propor soluções que geram resultados, de fato.

5. Orientação para evitar a progressão do zumbido no ouvido

A partir da definição do diagnóstico e da estratégia de atuação, o otoneurologista também apresentará ações, cuidados e ajustes no cotidiano para evitar a piora do sintoma e para manter os benefícios obtidos com o tratamento.

Como é feito o diagnóstico do zumbido?

Em primeiro lugar, o diagnóstico do zumbido sempre envolve a história clínica do paciente juntamente ao exame físico em consultório e investigações complementares para avaliação auditiva.

Entre os procedimentos utilizados especificamente para o tinnitus, temos a acufenometria, um exame semelhante à audiometria tradicional, mas que busca identificar o tipo de frequência e a intensidade sonora do tinido.

É importante destacar, porém, que o incômodo experienciado pelo paciente não está, necessariamente, ligado ao tipo de som ou ao volume do zumbido, sendo muito mais importante a percepção individual do sintoma pelo indivíduo.

Na maioria dos casos, o zumbido no ouvido está associado à perda da audição. Dessa forma, qualquer alteração ou doença que acometa o ouvido deve ser investigada, como acúmulo de cera, infecções e perda de audição devido a idade. 

Como o espectro de disfunções e doenças relacionadas à acufenos é muito amplo, o médico otorrinolaringologista deve realizar uma avaliação abrangente a fim de reduzir, ao máximo, o número de causas possíveis. 

O diagnóstico pode definir um ou mais fatores combinados e quando houver suspeita de correlação com outras especialidades médicas, a investigação deve ser ampliada para outras áreas da saúde. Avaliações fonoaudiológicas, cardiológicas, ortodônticas, fisioterápicas e psicoterápicas são, frequentemente, solicitadas.

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Tratamento para zumbido: confira os principais!

Sabemos que o zumbido tem uma natureza muito subjetiva. Dessa forma, as várias causas e diferentes efeitos em cada paciente tornam esse sintoma uma condição desafiadora até mesmo para o médico especialista. 

As conversas com o paciente, da consulta inicial e ao longo de todo o seu tratamento, são fundamentais para traçarmos uma estratégia de tratamento eficaz.

A medicina atual oferece um grande leque de recursos para acufenos, sendo as principais:

  • aparelhos auditivos;
  • tratamento de alterações musculares ou articulares ao redor do ouvido;
  • terapia de sonora;
  • terapia de retreinamento de zumbido;
  • ajustes na dieta, sono e inserção de atividade física regular;
  • medicamentos (para causas adjacentes);
  • acompanhamento multidisciplinar (terapia, psiquiatria, fisioterapia, fonoaudiologia etc.).

Em casos de perda auditiva e zumbido, inclusive perda auditiva leve, o uso de aparelho de amplificação sonora é o tratamento correto. Portanto, se for esse o seu caso, saiba que a prótese auditiva pode ajudar muito na melhora do sintoma.

Por outro lado, pacientes sem perda da audição contam com diferentes opções de tratamento. Nesse sentido, a opção ideal é decidida dependendo de outras causas que possam estar relacionadas ao zumbido.

O tratamento deve envolver ainda medidas que visam diminuir a percepção do zumbido e as respostas emocionais à essa sensação. Nesse sentido, a abordagem de transtornos de humor, como depressão e ansiedade, são também alvos do tratamento.

O cuidado multiprofissional de pessoas com zumbido no ouvido é fundamental, independentemente do seu tipo e da maneira como ele é desenvolvido. Dessa forma, a coordenação de todas as partes envolvidas é essencial para a adesão e para o sucesso do tratamento.

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Existe remédio para o zumbido no ouvido? 

Doutora, existe remédio para zumbido? Qual é o melhor remédio para zumbido no ouvido? Essas são algumas das perguntas que mais escuto no consultório e é provável que a dúvida também passe pela sua cabeça.

A verdade é que uma variedade enorme de medicamentos já foi testada para tratar diretamente o zumbido, mas, até o momento, nenhum deles teve a sua eficácia comprovada.

Como falamos de um sintoma, não de uma doença em si, o mais correto é buscarmos uma solução para a causa primária do problema. Nesse sentido, alguns pacientes precisarão sim de remédios para tratar causas adjacentes. 

Reforço, portanto, que tudo depende do diagnóstico de cada paciente, e qualquer tratamento deve ser indicado e orientado por um médico, especialmente quando envolve o uso de remédios. É extremamente importante evitar a automedicação!

Existe tratamento natural para o zumbido?

Muitas pessoas buscam na internet maneiras de curar ou reduzir o zumbido de forma natural. Entendo que a perturbação causada pelo sintoma, especialmente quando não há um diagnóstico claro, gera muita ansiedade. O paciente quer saber o que fazer para acabar com o zumbido no ouvido de vez, muitas vezes recorrendo a soluções caseiras ou não convencionais.

Essas terapias naturais ou “alternativas”, porém, não tem comprovação científica, ou seja, não foram devidamente testadas para avaliarmos a sua eficácia, os procedimentos e os riscos envolvidos. Infelizmente, observamos também muitas informações e produtos enganosos, geralmente prometendo curas milagrosas, que se aproveitam justamente da angústia e das dúvidas que muitos pacientes apresentam sobre o assunto.

Além disso, muitas pessoas postergam ou negligenciam a consulta médica por acreditar que já estão se tratando, quando na realidade não estão.

É importante lembrar que algumas medidas devem ser tomadas em todos os pacientes com zumbido, e que são cuidados básicos com a nossa saúde, como adotar hábitos saudáveis, se alimentar bem e ter um sono de qualidade. Entretanto, o tratamento do zumbido deve ser sempre focado nos fatores geradores do sintoma e se basear em práticas e recursos com eficácia comprovada cientificamente.

Zumbido no ouvido tem cura?

Estamos chegando ao fim deste longo texto, e provavelmente o que você mais quer saber é se é possível acabar com o zumbido no ouvido. Afinal, o zumbido no ouvido tem cura?

Muitos médicos e profissionais da saúde pecam ao apresentar diagnósticos prematuros e fatalistas sobre o sintoma, “não tem cura e ponto, se acostume com isso!”. Não é bem assim.

Como estamos lidando com um problema diretamente associado à ansiedade e outras alterações do humor, esse tipo de declaração não só intriga, como também agrava o problema do paciente.

Como o zumbido pode estar associado a muitas causas diferentes, a possibilidade de cura vai depender de cada diagnóstico, mas, em muitos casos, o zumbido tem cura sim!

Quero que você grave esta frase: existem recursos para todos aqueles que sofrem de zumbido!

Para a maioria das pessoas, o tinnitus não é considerado um incômodo importante, o que o classifica como um sintoma tipicamente habituável. Para aqueles que se incomodam, por sua vez, existem diversos tipos de tratamento disponíveis para cessar o ruído ou torná-lo o menos perceptível possível.

Em outras palavras, o zumbido no ouvido tem tratamento! Com a estratégia eficaz e a orientação médica correta, qualquer paciente que sofre com esse incômodo pode recuperar a sua qualidade de vida.

E você? Já teve ou tem zumbido no ouvido? Esse som te incomoda, te atrapalha a dormir ou piora a sua produtividade e o seu humor no dia a dia? Então não perca mais tempo e agende uma consulta com um otoneurologista!

Eu sou Nathália Prudencio, médica otoneurologista, e se deseja saber mais sobre mim e sobre o meu trabalho, você pode acessar o meu perfil no Instagram e o meu canal do YouTube. Para consultas, basta clicar no botão indicado!

 


Sobre Dra Nathália Prudencio

Dra Nathália Prudencio é médica otoneurologista, especialista em tontura e zumbido. Saiba mais
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