5 PRINCIPAIS Causas do Zumbido no Ouvido (Não Ignore Esse Sintoma)

Zumbido no ouvido é a percepção de um som sem uma fonte sonora externa, comumente relatado como um ruído semelhante a insetos, aparelhos elétricos, apitos, entre várias outras descrições. O zumbido é um sintoma típico de várias disfunções e doenças e pode afetar pessoas de todas as idades, embora seja mais comum em idosos.

Antes de qualquer coisa, você tem zumbido no ouvido? O que é zumbido no ouvido, afinal?

De acordo com levantamentos da OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 20% da população mundial apresenta algum grau de perda auditiva ou zumbido. No Brasil, estima-se que o sintoma afete cerca de 28 milhões de pessoas.

Ainda assim, somente um, em cada dez pacientes (ou 2% a 3% da população) apresenta o zumbido como incômodo importante.

O sintoma pode ser acompanhado de estresse, aborrecimento, ansiedade, depressão, exaustão e insônia, indicando que o quadro está diretamente ligado a uma diminuição na qualidade de vida do paciente. Isso ocorre com você?

Muitas pessoas buscam ajuda devido ao incômodo que esse som “fantasma” pode gerar, principalmente durante a noite. Entretanto, como ainda há muito desconhecimento sobre o assunto, o paciente pode ter dificuldade para encontrar profissionais e até para descrever o que está sentindo.

A própria natureza do zumbido no ouvido — que, na maior parte dos casos, só pode ser percebido e experienciado por quem o tem  — dificulta a sua investigação.

Felizmente, existem muitos meios de diagnosticar e tratar o problema na atualidade, seja por meio de tratamentos em si, seja por meio de terapias para minimizar seu incômodo.

Continue a leitura para saber tudo sobre esse intrigante sintoma e o que fazer quando ele passa a incomodar e prejudicar o seu dia a dia.

O que é o zumbido no ouvido?

Zumbido no ouvido é um sintoma auditivo caracterizado pela percepção de um som sem uma fonte sonora ou estimulação externa. Acufeno, tinido e tinnitus são termos também usados para se referir ao zumbido no ouvido. 

O sintoma pode apresentar diferentes tipos sonoros, sendo frequentemente relatado como:

  • apito ou assobio;
  • chiado ou sirene;
  • água corrente, onda do mar ou cachoeira;
  • insetos (como mosquito, grilo ou cigarra);
  • aparelhos elétricos (como motores ou estática da TV);
  • pulsação (como um coração batendo);
  • cliques e estalos.

O zumbido pode ser temporário ou permanente, constante ou recorrente, se desenvolver de forma repentina ou gradual e ocorrer em um ou ambos os ouvidos (zumbido bilateral).

É um sintoma relativamente comum, pode acometer pessoas de todas as idades, e está presente em uma grande variedade de diagnósticos, desde problemas simples, como cerume acumulado, a doenças complexas.

Na maioria dos casos, porém, está ligado a alguma lesão ou perda auditiva, mesmo quando leve. Por isso, tende a ser mais comum em idosos, profissionais frequentemente expostos a sons muito altos (como operários da construção civil, cabeleireiros e músicos), bem como em jovens que utilizam fones de ouvido em volume alto por longos períodos.

Embora seja um sintoma relativamente pouco discutido na mídia, o zumbido é relatado por muitos artistas e já inspirou até trechos de músicas famosas, como Call Letter Blues, de Bob Dylan, e Starting at the Sun, do U2.

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Zumbido no ouvido ao deitar: por que piora durante a noite?

Alterações no fluxo sanguíneo na região do ouvido causados por algum tipo de estreitamento ou malformação vascular, assim como manter o pescoço em determinadas posições, podem contribuir para o surgimento ou agravamento do zumbido ao deitar.

Na maior parte dos casos, entretanto, isso se deve ao fato de nos encontrarmos em um local calmo e darmos maior atenção aos sons do nosso corpo na hora de dormir.

Ao longo do dia, quando os sons do ambiente se sobrepõem ao ruído e estamos mais atentos a outras atividades, o zumbido tende a incomodar menos e até “desaparecer” da experiência do paciente, em muitos casos.

Em ambientes silenciosos, porém, especialmente à noite, quando nos desconectamos das tarefas diárias e há uma diminuição do “volume” das cidades, o zumbido ganha destaque. Isso leva o paciente a crer que o problema surge apenas nesses horários.

É possível, por exemplo, que muitas pessoas considerem o som de chuva ou da TV ligada relaxantes, justamente por eles se sobreporem a algum tipo de incômodo auditivo.

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Quais são os tipos de zumbido no ouvido?

Muitas classificações já foram propostas para o zumbido no ouvido e é importante esclarecer que uma mesma doença ou condição pode trazer diferentes tipos de zumbido. Confira, a seguir, as principais classificações utilizadas atualmente para a investigação do sintoma.

Zumbido objetivo e subjetivo

O zumbido subjetivo é o mais frequente. É o sintoma caracterizado por um som “fantasma” que só o paciente é capaz de perceber. Entre diversas causas, está quase sempre associado a algum grau de perda auditiva ou lesão sofrida pelo ouvido.

O zumbido objetivo, por sua vez, é o menos frequente. Diferentemente do subjetivo, o ruído, nesse caso, pode ser detectado pelo médico por meio de instrumentos. Está geralmente relacionado a espasmos musculares ou alterações vasculares na região da orelha e sua proximidades.

Zumbido pulsátil e não pulsátil

O acufeno do tipo pulsátil se caracteriza por apresentar um som ritmado, que pode ser ou não sincronizado com o ritmo dos batimentos cardíacos. 

Quando o ruído é síncrono aos batimentos cardíacos, pensamos em uma causa vascular, como alterações no fluxo sanguíneo e malformações na região da orelha ou próximo à ela. Quando o som é assíncrono, o mais provável são alterações musculares ao redor ou dentro do ouvido.

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Zumbido primário e secundário

Chamamos de zumbido primário, o tinido que não apresenta uma causa específica ou identificável. Pode ser desencadeado por diversos fatores, como danos nas células ciliadas do ouvido interno (decorrente da exposição a sons muito altos, por exemplo), efeito colateral de substâncias ototóxicas e envelhecimento.

O zumbido secundário, por sua vez, é aquele que se origina a partir de uma causa subjacente identificável, como problemas no canal auditivo ou na região média do ouvido, distúrbios neurológicos, lesões na região da cabeça e pescoço, disfunção na articulação temporomandibular, alterações vasculares, entre outras possibilidades.

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Zumbido contínuo ou intermitente

Como os termos esclarecem, o zumbido contínuo é aquele cuja sua presença é constante na experiência do indivíduo, em um ou ambos os ouvidos. Já o zumbido intermitente é aquele que se apresenta em períodos, ou seja, o paciente o percebe apenas em determinados momentos.

Essa intermitência pode ser influenciada por diversos fatores, como exposição a determinados ambientes, alterações fisiológicas e consumo de determinadas substâncias. Muitas vezes, porém, o zumbido é constante, só não é notado pelo paciente em algumas situações (geralmente em ambientes no qual o som é mascarado ou quando o paciente está focado em alguma atividade e dá menos atenção ao ruído).

Zumbido agudo e crônico

Nesta classificação, procuramos determinar se o zumbido é um evento pontual ou se ele é permanente. O zumbido agudo é aquele que ocorre durante um pequeno período (no máximo alguns dias), mas não persiste. É muito comum após frequentarmos uma festa ou show com sons muito altos, por exemplo.

Já o zumbido crônico é aquele que não vai embora. Há discussões sobre qual seria o período de referência, mas, em geral, quando o sintoma se mantém por mais de três meses, já podemos tratá-lo como crônico.

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Zumbido de um lado só

O zumbido que ocorre apenas em um ouvido (zumbido unilateral) merece atenção, especialmente se for persistente. Isso porque esse tipo de padrão pode estar associado a doenças importantes da orelha interna, embora isso não seja uma regra.

Geralmente não é uma doença grave, mas a avaliação médica é essencial nesses casos. O profissional poderá solicitar exames como audiometria, ressonância magnética ou tomografia, se necessário.

Quanto antes for feito o diagnóstico, maiores as chances de tratar a causa e evitar complicações.

De onde vem o som do zumbido?

Por ser um sintoma intrigante, muitas vezes de difícil diagnóstico, o zumbido é cercado de lendas e crenças. Entretanto, embora ainda existam perguntas em aberto, houve um grande avanço no entendimento do zumbido e nas estratégias de tratamento nos últimos anos, e a área tem ganhado cada vez mais notoriedade na mídia, o que também contribui para a correta orientação do público e para a busca por soluções eficazes.

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O que já sabemos é que, na maioria dos casos, há diferentes fatores associados ao zumbido no ouvido, com destaque para a perda auditiva, de leve a profunda, como explicado. Lesões ou agressões no sistema auditivo, desencadeadas por doenças, medicações, envelhecimento ou exposição a sons muito altos, são encontradas na maioria dos diagnósticos.

Em relação à origem do som, estudos evidenciam que após uma lesão no ouvido, que pode ocorrer nas células ciliadas ou no nervo auditivo, ocorre uma readaptação em diversas áreas neurológicas envolvidas na percepção auditiva, e é a partir dessas alterações nas conexões neurais que o sintoma tende a surgir. Sabemos também que pessoas com zumbido no ouvido geralmente apresentam uma atividade aumentada em determinadas regiões do cérebro relacionadas à audição. 

Quais são as causas do zumbido no ouvido? 7 motivos comuns!

Como dito, as causas do zumbido no ouvido são diversas e, frequentemente, o paciente apresenta vários motivos para ter o sintoma. Além da perda auditiva, o quadro pode estar ligado a infecções, traumas, medicamentos, alterações metabólicas, problemas neurológicos e várias outras condições.

Como você vê, nem sempre um problema no ouvido é a causa do zumbido, e por isso a investigação deve ser abrangente. É natural que o paciente com o sintoma use a internet para tentar descobrir as causas do barulho no seu ouvido, mas advirto que você não deve tirar conclusões por conta própria. A seguir, você confere uma lista com as principais causas diagnosticadas, mas ressalto que essas informações são de caráter informativo. Somente a devida avaliação médica pode esclarecer o seu quadro, ok?

1. Perda auditiva

Como dito, a perda ou a lesão auditiva é a causa mais comum de zumbido permanente. Embora seja um processo natural, relacionado ao envelhecimento, a perda auditiva também pode ocorrer em virtude da exposição a ruídos muito altos e intensos ou infecções no ouvido interno.

2. Infecções

Alguns tipos de infecções podem trazer o zumbido como um dos seus sintomas. Além da famosa labirintite, podemos citar também a otite média. Nesse tipo de quadro, sintomas típicos de infecções também são esperados, como dor importante no ouvido, sensação de ouvido tapado e alterações na audição.

3. Transtornos do labirinto

Quando o zumbido surge associado a sintomas como vertigem, plenitude auricular (sensação de ouvido tapado) ou dor de cabeça, podemos pensar em diferentes doenças relacionadas ao labirinto, como enxaqueca vestibular, doença de Ménière e, também, a labirintite.

4. Desordens funcionais

Cada vez mais casos e estudos deixam claro a correlação entre desordens funcionais ― como mordida errada, bruxismo e disfunção temporomandibular ― e o zumbido no ouvido. A proximidade entre estruturas musculoesqueléticas e o ouvido pode contribuir para o surgimento ou agravamento do zumbido.

5. Cerume impactado

O excesso de cerume também pode causar alterações auditivas importantes, incluindo o zumbido, em alguns casos. Vale destacar, porém, que a lavagem do canal auditivo só deve ser realizada em consultório por um médico otorrinolaringologista. 

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6. Alterações vasculares

Como expliquei no tópico sobre zumbido pulsátil, alterações vasculares na região do ouvido podem também estar ligadas ao sintoma. Mudanças no fluxo sanguíneo local ou estreitamentos causados por compressão ou malformação vascular são algumas explicações para essa relação. 

7. Medicamentos

Por fim, é importante destacar que o zumbido também pode surgir ou se agravar devido à substâncias presentes em produtos químicos ou medicamentos. Fármacos usados para tratamento de câncer e hipertensão, bem como antidepressivos e antibióticos, por exemplo, podem estar associados ao zumbido, embora a proporção de pacientes que experimentam esse efeito seja muito variável.  

Por que o zumbido é mais comum em mulheres e idosos?

O zumbido no ouvido é um sintoma que pode afetar todas as pessoas e surgir em qualquer fase da vida, mas é mais comum entre mulheres e pessoas idosas. Isso se deve a alguns fatores específicos, como:

  • envelhecimento natural da audição: com o passar dos anos, é normal que as células auditivas comecem a se desgastar (presbiacusia);
  • alterações hormonais: nas mulheres, o zumbido pode estar relacionado a mudanças hormonais ao longo da vida, principalmente na menopausa;
  • uso prolongado de medicamentos: com o envelhecimento, aumenta o uso de remédios contínuos — e alguns deles (como anti-inflamatórios, diuréticos e antidepressivos) têm o zumbido como possível efeito colateral;
  • estresse e ansiedade crônicos: comuns em muitas mulheres, essas condições também são gatilhos importantes para o tinnitus.

O zumbido não é exclusivo nesses grupos, mas a combinação entre fatores biológicos, emocionais e auditivos explica sua maior prevalência entre mulheres e idosos.

Zumbido no ouvido pode ser algo grave?

Na maioria dos casos, o zumbido não representa uma condição grave, mas sim um sinal de que algo está acontecendo, geralmente física e emocionalmente.

Porém, existem sim situações em que o zumbido pode indicar algo mais sério, como perda auditiva súbita, tumores no nervo auditivo (como o neurinoma do acústico), problemas circulatórios ou neurológicos e infecções.

Alguns sinais de alerta para procurar o médico incluem:

  • zumbido que surgiu de forma súbita e intensa após exposição a um som muito alto;
  • zumbido acompanhado de perda auditiva ou vertigem;
  • zumbido pulsátil (que bate no ritmo do coração);
  • zumbido de um lado só com outros sintomas neurológicos.

Na maior parte dos casos, o zumbido não sinaliza doenças graves. No entanto, se ele vier com outros sintomas ou surgir associado a outros sintomas auditivos, recomenda-se maior agilidade na busca por diagnóstico e orientação.

Como o zumbido pode impactar a qualidade de vida?

Felizmente, hoje existem diferentes formas de abordar o zumbido na tentativa de diminuir a sua intensidade e volume ou até eliminá-lo completamente. Porém, até este momento, não há um tratamento único, como cirurgia ou medicamento, capaz de garantir a sua remissão completa em todos os casos. Por isso, é sempre importante buscar a causa do sintoma para que possamos tratá-lo corretamente.

Um dos objetivos do tratamento do zumbido é justamente minimizar o seu impacto na vida pessoal e profissional do paciente.

Como destacado logo no princípio do artigo, o zumbido no ouvido só é considerado uma perturbação incapacitante para um pequeno número de indivíduos. A maioria deles, tende a se habituar com o sintoma, por meio de um mecanismo natural do cérebro que tende a diminuir a percepção de sons monótonos. 

Para aqueles que sofrem com o tinido, o maior problema está em não procurar ajuda, uma vez que o desconhecimento do quadro gera ansiedade e posterga uma melhora que o paciente poderia desfrutar muito antes de apresentar dificuldade de concentração, irritação, depressão e outras consequências.

Nesses casos, o sintoma pode trazer grandes prejuízos para a vida do paciente, uma vez que o incômodo pode interferir diretamente no seu humor, na sua produtividade, no seu sono e até no seu comportamento.

Como aliviar o zumbido no ouvido?

O zumbido pode ser muito incômodo para algumas pessoas — especialmente em momentos de silêncio —, mas há diversas formas de aliviá-lo, mesmo que ele não desapareça completamente. O segredo está em identificar a causa e adotar estratégias personalizadas.

Veja algumas dicas práticas que ajudam a aliviar o zumbido:

  • evite o silêncio absoluto: use ruídos suaves de fundo, como sons da natureza, ventilador ou aplicativos de ruído branco (isso ajuda o cérebro a tirar o foco do zumbido);
  • controle o estresse e a ansiedade: a tensão emocional aumenta a percepção do zumbido, por isso, técnicas de respiração, meditação, atividade física e, em alguns casos, psicoterapia, são grandes aliadas;
  • evite cafeína, álcool e nicotina: essas substâncias podem piorar o zumbido em algumas pessoas, por afetarem a circulação e o sistema nervoso;
  • cuidar da audição: exposição a ruídos fortes, como fones de ouvido em volume alto ou ambientes barulhentos, pode agravar o problema;
  • aparelhos auditivos (se houver perda auditiva): eles não apenas melhoram a audição, como também tratam o zumbido.

Lembre-se: cada caso é único. O que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra. Por isso é fundamental consultar um médico, preferencialmente um especialista.

Como prevenir o zumbido?

É muito importante cuidar dos nossos ouvidos e da nossa audição, mas esse cuidado é frequentemente negligenciado pelas pessoas.

Evitar locais barulhentos e o uso excessivo de fones de ouvido (principalmente em alto volume) é uma recomendação básica, assim como o uso de protetores auriculares em ambientes de trabalho com muito ruído. É também fundamental manter bons hábitos alimentares, evitando, sobretudo, o consumo excessivo de alimentos ricos em cafeína e açúcares.

De maneira geral, são fatores de risco que podem contribuir para o aparecimento ou piora do quadro de zumbido:

  • hipertensão, diabetes e colesterol elevado (que podem favorecer o acúmulo de gordura dentro dos vasos);
  • desvios na coluna cervical e contraturas musculares;
  • baixa imunidade (maior propensão à infecções sistêmicas e no ouvido);
  • disfunção temporomandibular;
  • abuso de bebidas alcoólicas;
  • tabagismo;
  • envelhecimento natural do sistema auditivo;
  • cirurgias e medicamentos que afetam o ouvido;
  • estresse e transtornos do humor.
  • má qualidade do sono.

Contudo, você sabe a qual médico recorrer em caso de zumbido? Você sabia que existe uma especialidade médica dedicada ao tratamento de zumbido no ouvido? Continue a leitura para descobrir!

Quando procurar um médico e qual médico procurar?

De maneira geral, é recomendado procurar ajuda a partir do momento que notar um zumbido que não vai embora, especialmente quando o sintoma gera alguma perturbação no trabalho ou no sono, por exemplo.

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A experiência do paciente tem papel central na compreensão do quadro. É fundamental buscar orientação médica quando o acufeno surge após um procedimento cirúrgico, após o uso de um medicamento ou após a exposição a sons muito altos (como máquinas, explosões, tiros de arma de fogo, shows, festas e festivais).

Quando associado a sintomas mais graves, como febre, tontura, dor de cabeça, secreção de pus, sensação de ouvido tapado e notável perda de audição, recomenda-se atendimento médico imediato.

Em todos os casos, o melhor profissional a ser consultado é o médico otorrinolaringologista, tendo em vista que a Otorrinolaringologia é a ciência médica responsável pelo diagnóstico e pelo tratamento de disfunções e doenças do ouvido. Você deve saber, porém, que dadas as notáveis particularidades do zumbido, é fortemente recomendável procurar um especialista dedicado a esse tipo de sintoma. Esse médico é o otoneurologista.

O que é um otoneurologista e por que ele é o médico mais indicado para o diagnóstico do zumbido?

A Otoneurologia é a especialidade médica focada nos distúrbios do equilíbrio e nas condições, desordens e doenças causadoras do zumbido no ouvido. Ou seja, o otoneurologista é o otorrinolaringologista focado no diagnóstico e no tratamento de tontura e zumbido.

Além dos quadros citados, o otoneurologista é também o especialista mais indicado para tratar outras patologias relacionadas ao ouvido interno e que, frequentemente, surgem junto ao zumbido. Sintomas como desequilíbrio, tontura e instabilidade, quedas frequentes, enjoo em viagens e dor de cabeça associada à tontura são também competências deste especialista.

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5 motivos para você procurar um otoneurologista para diagnosticar e tratar o seu zumbido

Agora que você sabe o que é um otoneurologista, vai gostar de conferir 5 razões para se consultar com este especialista. Veja! 

1. Correta investigação do sintoma

O zumbido é uma especialidade que ainda apresenta questões em aberto e, por isso, sofre com especulações e desconhecimento, inclusive dentro da comunidade médica. Sendo assim, o olhar de um especialista, que se dedica exclusivamente ao estudo da área, pode fazer toda a diferença na investigação das causas do sintoma.

2. Tratamento adequado para o zumbido no ouvido

O otoneurologista, sobretudo por acompanhar diversos pacientes com as mesmas queixas, está muito mais apto a desenvolver um tratamento eficaz, comparando o sucesso de diferentes estratégias e se mantendo atento às novidades apresentadas em novos estudos da área.  

3. Coordenação do cuidado

Pessoas com zumbido geralmente necessitam de atenção multidisciplinar. Por ser o responsável pelo ponto central do tratamento, o otoneurologista é o mais indicado para encaminhar o paciente para outros profissionais, como fonoaudiólogos, psicólogos e fisioterapeutas, bem como para coordenar essas diferentes áreas e garantir o melhor aproveitamento possível de cada uma delas.

4. Um médico especialista em zumbido vai te ajudar a evitar tratamentos ineficazes e automedicação

A orientação é também parte essencial da melhora do sintoma, sendo o médico especialista responsável por alertar o paciente sobre terapias e tratamentos sem comprovação científica e propor soluções que geram resultados, de fato.

5. Orientação para evitar a progressão do zumbido no ouvido

A partir da definição do diagnóstico e da estratégia de atuação, o otoneurologista também apresentará ações, cuidados e ajustes no cotidiano para evitar a piora do sintoma e para manter os benefícios obtidos com o tratamento.

Como é feito o diagnóstico do zumbido?

Em primeiro lugar, o diagnóstico do zumbido sempre envolve a história clínica do paciente juntamente ao exame físico em consultório e investigações complementares para avaliação auditiva.

Entre os procedimentos utilizados especificamente para o tinnitus, temos a acufenometria, um exame semelhante à audiometria tradicional, mas que busca identificar o tipo de frequência e a intensidade sonora do tinido.

É importante destacar, porém, que o incômodo experienciado pelo paciente não está, necessariamente, ligado ao tipo de som ou ao volume do zumbido, sendo muito mais importante a percepção individual do sintoma pelo indivíduo.

Na maioria dos casos, o zumbido no ouvido está associado à perda da audição. Dessa forma, qualquer alteração ou doença que acometa o ouvido deve ser investigada, como acúmulo de cera, infecções e perda de audição devido a idade. 

Como o espectro de disfunções e doenças relacionadas à acufenos é muito amplo, o médico deve realizar uma avaliação abrangente a fim de reduzir, ao máximo, o número de causas possíveis. 

O diagnóstico pode definir um ou mais fatores combinados e quando houver suspeita de correlação com outras especialidades médicas, a investigação deve ser ampliada para outras áreas da saúde. Avaliações fonoaudiológicas, cardiológicas, ortodônticas, fisioterápicas e psicoterápicas são, frequentemente, solicitadas.

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Tratamento para zumbido: confira os principais!

Sabemos que o zumbido tem uma natureza muito subjetiva. Dessa forma, as várias causas e diferentes efeitos em cada paciente tornam esse sintoma uma condição desafiadora até mesmo para o médico especialista. 

As conversas com o paciente, da consulta inicial e ao longo de todo o seu tratamento, são fundamentais para traçarmos uma estratégia de tratamento eficaz.

A medicina atual oferece um grande leque de recursos para acufenos, sendo as principais:

  • aparelhos auditivos;
  • tratamento de alterações musculares ou articulares ao redor do ouvido;
  • terapia de sonora;
  • terapia de retreinamento de zumbido;
  • ajustes na dieta, sono e inserção de atividade física regular;
  • medicamentos (para causas adjacentes);
  • acompanhamento multidisciplinar (terapia, psiquiatria, fisioterapia, fonoaudiologia etc.).

Em casos de perda auditiva e zumbido, inclusive perda auditiva leve, o uso de aparelho de amplificação sonora é o tratamento correto. Portanto, se for esse o seu caso, saiba que a prótese auditiva pode ajudar muito na melhora do sintoma.

Por outro lado, pacientes sem perda da audição contam com diferentes opções de tratamento. Nesse sentido, a opção ideal é decidida dependendo de outras causas que possam estar relacionadas ao zumbido.

O tratamento deve envolver ainda medidas que visam diminuir a percepção do zumbido e as respostas emocionais à essa sensação. Nesse sentido, a abordagem de transtornos de humor, como depressão e ansiedade, são também alvos do tratamento.

O cuidado multiprofissional de pessoas com zumbido no ouvido é fundamental, independentemente do seu tipo e da maneira como ele é desenvolvido. Dessa forma, a coordenação de todas as partes envolvidas é essencial para a adesão e para o sucesso do tratamento.

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Quem tem zumbido no ouvido tem que usar aparelho auditivo?

Não necessariamente. O uso de aparelhos auditivos é indicado quando existe perda auditiva associada ao zumbido — o que é bastante comum, principalmente em pessoas idosas.

Nesses casos, ao corrigir a audição com o aparelho, voltamos a estimular a via auditiva de forma adequada, e, por isso, em muitos pacientes, o sintoma diminui ou até desaparece

Por outro lado, quando o paciente tem zumbido, mas a sua audição é normal, o aparelho auditivo não é indicado e outros fatores envolvidos no zumbido devem ser considerados. Nessas situações, o tratamento será determinado a partir dos diferentes fatores que podem estar relacionados ao quadro de cada paciente.

Ou seja, o aparelho pode ajudar bastante, mas só deve ser usado quando há perda auditiva real. O ideal é fazer uma avaliação auditiva completa com um otoneurologista antes de tomar qualquer decisão.

Existe remédio para o zumbido no ouvido? 

Doutora, existe remédio para zumbido? Qual é o melhor remédio para zumbido no ouvido? Essas são algumas das perguntas que mais escuto no consultório e é provável que a dúvida também passe pela sua cabeça.

A verdade é que uma variedade enorme de medicamentos já foi testada para tratar diretamente o zumbido, mas, até o momento, nenhum deles teve a sua eficácia comprovada.

Como falamos de um sintoma, não de uma doença em si, o mais correto é buscarmos uma solução para a causa primária do problema. Nesse sentido, alguns pacientes precisarão sim de remédios para tratar causas adjacentes.

Reforço, portanto, que tudo depende do diagnóstico de cada paciente, e qualquer tratamento deve ser indicado e orientado por um médico, especialmente quando envolve o uso de remédios. É extremamente importante evitar a automedicação!

Existe tratamento natural para o zumbido?

Muitas pessoas buscam na internet maneiras de curar ou reduzir o zumbido de forma natural. Entendo que a perturbação causada pelo sintoma, especialmente quando não há um diagnóstico claro, gera muita ansiedade. O paciente quer saber o que fazer para acabar com o zumbido no ouvido de vez, muitas vezes recorrendo a soluções caseiras ou não convencionais.

Essas terapias naturais ou “alternativas”, porém, não tem comprovação científica, ou seja, não foram devidamente testadas para avaliarmos a sua eficácia, os procedimentos e os riscos envolvidos. Infelizmente, observamos também muitas informações e produtos enganosos, geralmente prometendo curas milagrosas, que se aproveitam justamente da angústia e das dúvidas que muitos pacientes apresentam sobre o assunto.

Além disso, muitas pessoas postergam ou negligenciam a consulta médica por acreditar que já estão se tratando, quando na realidade não estão.

É importante lembrar que algumas medidas devem ser tomadas em todos os pacientes com zumbido, e que são cuidados básicos com a nossa saúde, como adotar hábitos saudáveis, se alimentar bem e ter um sono de qualidade. Entretanto, o tratamento do zumbido deve ser sempre focado nos fatores geradores do sintoma e se basear em práticas e recursos com eficácia comprovada cientificamente.

Zumbido no ouvido tem cura?

Estamos chegando ao fim deste longo texto, e provavelmente o que você mais quer saber é se é possível acabar com o zumbido no ouvido. Afinal, o zumbido no ouvido tem cura?

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Muitos médicos e profissionais da saúde pecam ao apresentar diagnósticos prematuros e fatalistas sobre o sintoma, “não tem cura e ponto, se acostume com isso!”. Não é bem assim.

Como estamos lidando com um problema diretamente associado à ansiedade e outras alterações do humor, esse tipo de declaração não só intriga, como também agrava o problema do paciente.

Como o zumbido pode estar associado a muitas causas diferentes, a possibilidade de cura vai depender de cada diagnóstico, mas, em muitos casos, o zumbido tem cura sim!

Quero que você grave esta frase: existem recursos para todos aqueles que sofrem de zumbido!

FAQ: perguntas frequentes sobre zumbido no ouvido

Confira, agora, respostas rápidas para dúvidas frequentes sobre zumbido no ouvido.

1. O que é zumbido no ouvido (tinnitus)?

É a percepção de um som (como apito, chiado ou ruído de inseto como cigarra) sem uma fonte sonora externa.

2. O zumbido é uma doença?

Não, o zumbido é um sintoma que nos diz que algo não está funcionando corretamente no sistema auditivo ou em outras áreas, como na musculatura ao redor do ouvido.

3. Quais são os tipos principais de zumbido?

Os dois tipos de zumbido principais são: subjetivo (som percebido apenas pelo paciente) e objetivo (som que o médico pode perceber).

4. Qual é a principal causa do zumbido?

A causa mais comum é a perda auditiva, mesmo que em grau leve.

5. O uso de fones de ouvido pode causar zumbido?

Sim, a exposição contínua a volumes altos pode lesionar células ciliadas da cóclea e levar ao desenvolvimento de zumbido e perda auditiva.

6. Por que o zumbido piora à noite?

Em ambientes silenciosos, o ruído de fundo do ambiente diminui, fazendo com que o som do zumbido se torne mais evidente e incômodo.

7. O estresse e a ansiedade podem piorar o zumbido?

Sim, fatores emocionais como estresse, ansiedade e depressão não causam o zumbido de forma isolada, mas podem aumentar sua percepção e o incômodo associado.

8. Que problemas de saúde podem causar zumbido, além da perda de audição?

Alterações metabólicas (açúcar e insulina mais alto, alterações na tireoide, colesterol mais alto), disfunção temporomandibular, alterações em musculatura do pescoço também são causas comuns.

9. O que é zumbido pulsátil?

É um tipo de zumbido que tem um ritmo. Em geral, quando é sincronizado com o batimento cardíaco, pensamos em causas vasculares. Nos demais casos, consideramos causas musculares.

10. Qual especialista devo procurar para o zumbido?

O profissional mais indicado é o médico otorrinolaringologista, preferencialmente o especializado em zumbido e tontura, que é o médico otoneurologista. 

11. Que exames são feitos para diagnosticar a causa do zumbido?

O exame mais comum é a audiometria (avaliação da audição), em alguns casos, as otoemissões, audiometria de altas frequências, a acufenometria (que mede a frequência e a intensidade do zumbido). Entretanto, vários outros exames podem ser solicitados para diagnóstico diferencial ou complementar, como ressonância magnética, tomografia e exames de sangue.

12. Existe um medicamento para curar o zumbido?

Não há nenhum medicamento com eficácia comprovada para tratar o zumbido diretamente. O tratamento é focado na causa primária do sintoma.

13. O aparelho auditivo ajuda no tratamento do zumbido?

Sim, se o zumbido estiver associado à perda auditiva. O aparelho corrige a audição e estimula a via auditiva, reduzindo a intensidade e a percepção do zumbido através de um processo chamado neuroplasticidade.

14. O que é Terapia de Retreinamento de Zumbido (TRT)?

É uma abordagem que visa habituar o paciente ao som do zumbido, utilizando terapia sonora e aconselhamento para diminuir a reação negativa a ele.

15. O zumbido pode ser um sinal de doença grave?

Geralmente não está relacionado a problemas graves, mas pode estar associado a doenças importantes da orelha interna, por isso a avaliação médica é crucial.

16. O zumbido crônico tem cura?

Zumbido crônico (que dura mais de três meses) pode ser difícil de ser completamente “curado”, mas é um sintoma gerenciável. Com o tratamento adequado, a intensidade e a percepção podem ser significativamente reduzidas, bem como a resposta emocional do paciente ao ruído.

17. Alimentos podem piorar o zumbido?

Sim. O consumo excessivo de cafeína, álcool, e tabagismo, além de dietas ricas em açúcar, podem ser fatores de piora para algumas pessoas.

18. O que é zumbido primário e secundário?

O zumbido primário é aquele sem causa específica identificável (geralmente causado por perda auditiva do tipo neurossensorial). O zumbido secundário é aquele que surge a partir de uma causa subjacente conhecida, como acúmulo de cera, infecções no ouvido ou trauma.

19. É normal sentir zumbido após um show ou evento barulhento?

Sim, mas nesses casos o zumbido costuma ser temporário, sumindo completamente em alguns dias. A exposição frequente, porém, pode tornar o sintoma permanente. Se persistir por muitos dias, deve-se procurar avaliação médica.

20. O que posso fazer para aliviar o zumbido em casa?

Evitar o silêncio total (usando som ambiente suave, como música baixa ou gerador de ruído branco), gerenciar o estresse e manter uma boa qualidade de sono.

21. Qual é a relação entre zumbido e perda auditiva?

A perda auditiva é a causa mais comum de zumbido, sendo o fator principal em cerca de 90% dos casos. A maioria dos pacientes, porém, tem vários motivos para ter zumbido ou para agravar o sintoma.

22. O zumbido é mais comum em idosos?

Sim, devido ao processo natural de envelhecimento (presbiacusia), que frequentemente leva à perda auditiva e ao zumbido associado.

23. O que são medicações ototóxicas?

São medicamentos que têm o potencial de causar danos ao ouvido interno, resultando em perda auditiva ou zumbido. Exemplos incluem certos antibióticos e quimioterápicos.

24. O zumbido pode afetar o sono?

Sim, o zumbido pode dificultar o adormecer e causar despertares noturnos, contribuindo para a insônia e exaustão.

25. O zumbido em um lado só (unilateral) é mais preocupante?

O zumbido unilateral persistente merece uma investigação médica mais detalhada, porém geralmente não está associado a doenças graves, assim como o zumbido bilateral.

26. Pode mascarar o zumbido com música e sons?

Na terapia sonora, aconselhamos a não mascarar o som (usar sons que sobreponham totalmente o zumbido), pois uma vez retirado o ruído branco ou música, a percepção e o incômodo retornam, muitas vezes até piores. O ideal é manter o som de apoio em volume moderado, percebendo-o junto ao zumbido, de modo a estimular a habituação (que, em resumo, consiste em reduzir a percepção do som e a resposta emocional negativa desencadeada por ele).

27. Quanto tempo leva para o tratamento do zumbido fazer efeito?

O tempo varia muito, a depender da causa e do tratamento, mas tratamentos como a fisioterapia para tratamento de disfunções musculares ao redor do ouvido, podem levar de de dias a semanas para o paciente perceber melhora. Cada caso é um caso.

28. O que é Otoneurologia?

É a subespecialidade dentro da Otorrinolaringologia, focada no diagnóstico e tratamento de distúrbios do equilíbrio e audição, como tontura, vertigem e zumbido.

29. O que acontece no cérebro quando temos zumbido?

Estudos indicam que, após uma lesão auditiva, o cérebro passa por uma “readaptação” nas conexões neurais da área auditiva, resultando em uma atividade local aumentada.

30. Posso usar tratamentos naturais para zumbido?

Não existem tratamentos naturais para o zumbido com comprovação científica, mas o paciente pode adotá-los como medida complementar, desde que sejam autorizados e acompanhados por um médico.

31. O zumbido pode ser tratado com fisioterapia?

Sim, quando o zumbido está relacionado a problemas cervicais (no pescoço) ou na articulação temporomandibular (ATM) e musculatura mastigatória, por exemplo, a fisioterapia é uma parte importante do tratamento.

32. O que é zumbido agudo e crônico?

Agudo é o zumbido que ocorre por um curto período (até alguns dias, como após um show). Crônico é aquele que persiste por mais de três meses.

33. O zumbido pode ser um efeito colateral de cirurgias?

Sim. Cirurgias na região da cabeça e pescoço, ou até o uso de certos medicamentos durante esses procedimentos, podem desencadear ou piorar o zumbido.

34. Quem tem zumbido pode usar fone de ouvido?

Pode, mas com moderação e volume baixo. O fone pode, inclusive, ser usado como ferramenta de apoio na terapia auditiva, mas, nesse caso, é fundamental a orientação de um profissional para garantir o melhor aproveitamento.

35. Qual é a importância do acompanhamento multidisciplinar?

O zumbido é um sintoma complexo, geralmente envolvendo muitas causas e impactos. Logo, é importante que o tratamento seja individualizado e amparado por diferentes áreas da saúde, como otoneurologia, fonoaudiologia, psicologia e, às vezes, psiquiatria, entre outras.

36. A má qualidade do sono pode ser uma causa do zumbido?

Sim,  porém é mais comum que a má qualidade do sono seja causa de piora do sintomas,

37. O zumbido pode estar relacionado a problemas na coluna cervical?

Sim. A musculatura e os nervos do pescoço (cervical) possuem conexões com o sistema auditivo, e problemas nessa região podem influenciar o aparecimento ou a intensidade do zumbido.

38. O que é o zumbido “fantasma”?

É o termo popular para o zumbido subjetivo, que é o som percebido apenas pelo paciente sem uma fonte sonora externa detectável.

Este guia sobre o zumbido está ficando por aqui.

Concluindo, para a maioria das pessoas, o tinnitus não é considerado um incômodo importante, o que o classifica como um sintoma tipicamente habituável. Para aqueles que se incomodam, por sua vez, existem diversos tipos de tratamento disponíveis para cessar o ruído ou torná-lo o menos perceptível possível.

Em outras palavras, o zumbido no ouvido tem tratamento! Com a estratégia eficaz e a orientação médica correta, qualquer paciente que sofre com esse incômodo pode recuperar a sua qualidade de vida.

E você? Já teve ou tem zumbido no ouvido? Esse som te incomoda, te atrapalha a dormir ou piora a sua produtividade e o seu humor no dia a dia? Então não perca mais tempo e agende uma consulta com um otoneurologista!

Eu sou Nathália Prudencio, médica otoneurologista, e se deseja saber mais sobre mim e sobre o meu trabalho, você pode acessar o meu perfil no Instagram e o meu canal do YouTube. Para consultas, basta clicar no botão indicado!

 


Sobre Dra Nathália Prudencio

Dra Nathália Prudencio é médica otoneurologista, especialista em tontura e zumbido. Saiba mais
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