Multidão caminhando, foco no chão e nas pernas - 42% dos paulistanos apresenta ou apresentou tonturas

Estudo realizado pela Universidade de São Paulo apontou prevalência de tontura em cerca de 42% da população paulistana. Entre os afetados, 67% disseram que o sintoma influencia suas atividades diárias, mas só 46% deles buscaram atendimento médico.

Uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP) revelou que cerca de 42% dos paulistanos já apresentaram episódios de tontura em algum momento da vida. 

O estudo foi publicado em 2013 e envolveu 1.960 entrevistas domiciliares realizadas entre abril e outubro de 2012. A pesquisa identificou que a prevalência da tontura na cidade de São Paulo é de 42%. Foram encontrados dois picos da queixa: 49% na faixa etária de 46 a 55 anos e 44% nos idosos. O sintoma causa incapacidade em 27% dos entrevistados sintomáticos, sendo mais frequente no sexo feminino, que procura atendimento médico com maior frequência. 

Há necessidade de levantar dados mais recentes, mas, embora o estudo tenha sido realizado em 2012 e publicado em 2013, ele ainda é frequentemente citado em pesquisas e discussões atuais sobre o assunto. 

A tontura é, de fato, um sintoma muito comum, e pode surgir por diversos motivos, como:

  • distúrbios do ouvido interno: a vertigem posicional paroxística benigna (VPPB), por exemplo, é uma causa extremamente comum;
  • disfunções cardiovasculares: tais como hipertensão, hipotensão e arritmia cardíaca;
  • uso de medicamentos: efeitos colaterais de remédios, especialmente em idosos, contribuem para o sintoma;
  • fatores emocionais: estresse e ansiedade podem agravar ou desencadear tonturas;
  • envelhecimento: alterações no sistema vestibular relacionadas à idade aumentam a prevalência de quadros de tontura.

Além disso, hábitos como sedentarismo, má alimentação e desidratação também influenciam negativamente.

É fundamental identificar os sinais de alerta que indicam a necessidade de avaliação, como tontura frequente, intensa ou persistente, quedas por perda de equilíbrio ou sensação de desmaio, e principalmente sintomas associados, como perda auditiva, zumbido no ouvido e alterações neurológicas.

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O diagnóstico correto exige exame clínico detalhado e pode envolver testes específicos do sistema vestibular, audiometria, exames neurológicos, entre outras medidas.

Em pessoas saudáveis, episódios de tontura podem ser evitados com medidas simples, como evitar mudanças bruscas de posição, manter boa alimentação e hidratação, praticar atividades físicas regularmente e ter atenção ao uso de medicamentos que trazem a tontura como possível efeito colateral.

O acompanhamento médico é essencial para ajustar tratamentos e evitar complicações. Estudos, como o citado, apenas ilustram a prevalência da tontura na população e alertam para a necessidade de orientação nesse sentido.

Nenhuma tontura é “normal”, e descobrir a causa associada é o primeiro passo para o diagnóstico correto e a adoção do tratamento mais adequado. Se você ou alguém próximo sofre com tontura, não deixe de consultar um especialista!

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Sobre Dra Nathália Prudencio

Dra Nathália Prudencio é médica otoneurologista, especialista em tontura e zumbido. Saiba mais
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