O que faz a labirintite (tontura) atacar? Conheça as principais causas!
Crises de tontura frequentes são geralmente causadas por disfunções e doenças, especialmente as do tipo vertigem rotatória — popularmente referida como “labirintite”. Embora alterações fisiológicas pontuais e hábitos de vida possam sim provocar o sintoma, episódios intensos ou recorrentes devem sempre ser investigados.
O termo “labirintite” é muito usado pelos pacientes para descrever episódios de tontura intensa, desequilíbrio e vertigem (sensação de que o ambiente está girando).
Na prática, a maioria das pessoas associa a labirintite com qualquer tipo de tontura, embora a condição que leve esse nome, de fato, envolva especificamente a inflamação do labirinto, uma estrutura do ouvido interno relacionada ao equilíbrio e à audição — pacientes com labirintite, inclusive, sempre apresentarão sintomas auditivos (como perda auditiva e zumbido) junto a alterações vestibulares.
Os ditos “ataques de labirintite” podem surgir de maneira súbita e são desencadeados por diversos fatores que alteram o funcionamento do sistema vestibular. Entre as causas mais comuns, temos a VPPB (vertigem posicional paroxística benigna), conhecida popularmente como “tontura dos cristais”, marcada por episódios breves, porém intensos de vertigem ao mudar de posição. Outra patologia muito diagnosticada é a enxaqueca vestibular, que é quando a enxaqueca traz também a tontura como sintoma associado.
Além das patologias, alterações vasculares ou metabólicas também podem precipitar os “ataques de tontura”, como queda de pressão arterial ou alterações na glicose, hipertensão não controlada ou alterações no fluxo sanguíneo (usualmente decorrentes de mudanças bruscas de posição, por exemplo).
Você também deve saber que o estresse físico ou emocional desempenha um papel importante na intensidade e na frequência das crises em muitos casos. Pacientes expostos a situações de tensão prolongada podem perceber que as crises se tornam mais recorrentes ou mais intensas.
Além disso, hábitos de vida podem influenciar a frequência dos ataques. Privação de sono, alimentação inadequada e consumo excessivo de cafeína ou álcool podem afetar o equilíbrio em algumas pessoas. Há também medicamentos que podem ter a vertigem como efeito colateral.
É importante destacar, porém, que nem todas as tonturas são necessariamente labirintite - na verdade, essa é uma das causas mais raras- ou indicam patologias ou quadros crônicos. Por isso, a avaliação de um otoneurologista é fundamental para diferenciar episódios isolados de vertigem de condições que requerem tratamento.
O manejo adequado inclui identificar e tratar a causa subjacente, controlar fatores de risco e, quando indicado, medicação específica para reduzir os sintomas ou controlar quadros que são crônicos. Com acompanhamento correto, a maioria dos pacientes consegue acabar de vez ou, pelo menos, reduzir a frequência e a intensidade das crises, melhorando a qualidade de vida e prevenindo complicações associadas ao desequilíbrio.
Continue no blog e saiba mais: Os principais diagnósticos por trás da famosa “labirintite”
