Multidão caminhando na rua em dia claro - 2,5 bilhões de pessoas podem ter perda auditiva, até 2050.

Até 2050, 2,5 bilhões de pessoas podem ter algum grau de perda auditiva, de acordo com um relatório da OMS. O envelhecimento da população e mudanças no estilo de vida estão entre os principais fatores associados ao aumento esperado de pacientes nas próximas décadas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um dado preocupante: até 2050, cerca de 2,5 bilhões de pessoas no mundo poderão apresentar algum grau de perda auditiva. Isso significa aproximadamente 1 em cada 4 pessoas globalmente. Os dados são do Relatório Mundial Sobre Audição divulgado pela OMS em 2021.

Esse dado reforça a importância de ampliar ações de conscientização e acesso a serviços de saúde auditiva, especialmente em países com menos recursos e infraestrutura limitada.

O aumento desses números está ligado a diversos fatores, incluindo envelhecimento da população, exposição a ruídos excessivos e falta de cuidados adequados com a saúde auditiva.

Por que os casos de perda auditiva estão aumentando?

A principal causa desse aumento é o envelhecimento populacional. Conforme as pessoas vivem mais, é natural que haja maior prevalência de problemas auditivos - é chamada de presbiacusia, a perda gradual da audição em virtude de fatores intrínsecos ao envelhecimento.

Entretanto, observamos também um crescimento de queixas de zumbido e perda auditiva em jovens adultos. A exposição constante a sons altos no ambiente urbano e o uso excessivo de fones de ouvido em volume elevado, por exemplo, são também questões que têm chamado a atenção de médicos e pesquisadores.

Outro ponto importante é o acesso limitado a serviços de saúde auditiva em muitos países. A falta de orientação e diagnóstico precoce faz com que casos simples evoluam para quadros mais graves.

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Perda de audição tem tratamento?

Sim. Atualmente, temos variados recursos disponíveis para a correção da perda auditiva e tratamento de sintomas frequentemente associados, como o zumbido no ouvido.

O primeiro passo é o diagnóstico preciso do quadro, pois é a partir dele que poderemos definir uma estratégia de tratamento personalizada e eficaz para cada paciente.

Entre os recursos mais utilizados, temos os aparelhos de amplificação sonora (que estão cada vez mais eficientes e discretos), terapias sonoras, acompanhamento terapêutico especializado, além de soluções avançadas para casos graves, como o implante coclear.

Para quem ainda tem a audição preservada ou, pelo menos, parte dela, porém, o mais importante é a prevenção. A nossa audição é um recurso valioso que pode ser preservado com medidas simples.

Como prevenir a perda auditiva?

Apesar dos números preocupantes, é possível adotar medidas práticas no dia a dia para proteger a saúde auditiva e reduzir o risco de perda. 

A prevenção da perda auditiva passa por cuidados básicos, como:

  • evitar exposição prolongada e frequente a ruídos intensos;
  • usar protetores auriculares em ambientes barulhentos;
  • realizar exames auditivos regularmente;
  • ajustar o volume dos fones de ouvido para níveis seguros e fazer pausas.

Também recomendamos adotar um estilo de vida saudável, ou seja, dormir bem (acordando e despertando nos mesmos horários a maior parte dos dias), se alimentar adequadamente e praticar atividades físicas regularmente. Tudo isso contribui para a saúde do organismo como um todo, prevenindo disfunções e doenças.

A projeção da OMS serve de alerta para que as pessoas adotem uma postura mais consciente em relação à saúde auditiva. É importante destacar que a perda auditiva nem sempre é recuperável, o que torna a prevenção ainda mais relevante. 

Adotar bons hábitos, realizar check-ups periódicos e buscar atendimento médico diante de sintomas iniciais, como zumbido constante ou sensação de ouvido tapado, são medidas que podem fazer toda a diferença para preservar a audição ao longo da vida.

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Sobre Dra Nathália Prudencio

Dra Nathália Prudencio é médica otoneurologista, especialista em tontura e zumbido. Saiba mais
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