Homem maduro com a mão no ouvido - dúvidas sobre zumbido no ouvido, tinnitus

O zumbido no ouvido, ou tinnitus, é um sintoma comum que pode indicar alterações auditivas, inflamações ou doenças sistêmicas. É caracterizado pela percepção de um som sem uma fonte sonora externa, e pode se manifestar de diversas formas.

O zumbido no ouvido é a percepção de sons, como chiados, apitos ou estalos, sem que haja uma fonte externa. Pode ser temporário ou persistente, leve ou intenso, constante ou em crises, e muitas vezes afeta a concentração, o bem-estar e o sono. 

Neste artigo, respondo de forma rápida dúvidas comuns encontradas na internet sobre causas, sintomas, tratamentos e prevenção do zumbido. Confira!

1. O que causa o zumbido no ouvido?

As principais causas de zumbido no ouvido são o envelhecimento (perda gradual da audição ao longo do tempo e por fatores intrínsecos à idade) e a exposição a ruídos altos. Entretanto, pode ocorrer também devido à infecções do ouvido, alterações musculares ou vasculares na região da orelha, bem como problemas metabólicos e neurológicos.

2. Zumbido significa perda auditiva?

Não é uma regra, mas alterações auditivas costumam estar presentes na maioria dos casos de zumbido. Por esse motivo, a avaliação com audiometria e outros exames que avaliam a via auditiva é sempre realizada na investigação do sintoma.

3. Zumbido pode ser sinal de doença grave?

Na maioria dos casos, não. Porém, casos de zumbido súbito e intenso devem ser investigados para descartar quadros de perda auditiva súbita, por exemplo, que requerem cuidados especiais.

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4. O zumbido é contagioso?

Não. O zumbido é um sintoma individual e não se transmite entre pessoas.

5. Zumbido é permanente?

O zumbido pode ser temporário ou crônico, dependendo da causa subjacente. Em quadros infecciosos ou por acúmulo de cera, por exemplo, pode ocorrer a cura completa do sintoma após tratamento. 

Por outro lado, o zumbido decorrente do envelhecimento ou da exposição prolongada a ruídos altos sem proteção geralmente desencadeia quadros crônicos.

6. O zumbido pode piorar com estresse?

Sim. Estresse, ansiedade e fadiga podem intensificar a percepção do tinnitus. Entretanto, é importante esclarecer que o estresse, de forma isolada, não costuma desencadear um quadro de zumbido, ou seja, é um fator associado, mas não a causa primária.

7. Existe remédio para zumbido?

Até o momento, não há nenhum medicamento desenvolvido para tratar o zumbido diretamente que tenha sua eficácia comprovada cientificamente. Entretanto, medicamentos podem sim ser utilizados para tratar a causa subjacente do zumbido (como em quadros infecciosos) ou para ajudar o paciente no impacto que o zumbido pode gerar no sono e no humor (como ansiolíticos e antidepressivos).

8. O zumbido pode melhorar sozinho?

O zumbido pode ser transitório em muitos casos, como após a exposição a sons muito altos (em festivais e shows, por exemplo) ou quando há cera ou infecções no ouvido, por exemplo. É importante observar se o zumbido surge de forma súbita, é muito intenso ou não vai embora, o que geralmente indica alterações importantes que exigem avaliação médica com otoneurologista.

9. Fisioterapia ou exercícios (locais) ajudam a melhorar o zumbido?

Sim, a fisioterapia pode ser uma aliada no tratamento do zumbido no ouvido quando identificamos fatores musculares envolvidos na geração e piora do zumbido do paciente. O primeiro passo, porém, é procurar o otoneurologista para avaliar se, no seu caso, a fisioterapia pode te ajudar. 

10. Zumbido e pressão no ouvido estão relacionados?

Sim. Alterações na pressão do ouvido médio, como em quadros de otite ou de disfunção da tuba auditiva (durante mudanças bruscas de altitude, por exemplo), e alterações musculares ao redor do ouvido, podem gerar sensação de pressão e zumbido.

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11. O zumbido pode ocorrer em apenas um ouvido?

Sim. O zumbido pode ser unilateral ou bilateral, dependendo da causa. O zumbido súbito unilateral, inclusive, merece atenção, pois é uma característica observada em doenças importantes.

12. Alimentação influencia o zumbido?

Em algumas pessoas, cafeína, açúcar, sal ou álcool podem causar a piora do zumbido. A influência de alimentos, porém, é algo individual — varia de um paciente para outro. 

13. Quais exames são indicados para zumbido?

A investigação de um paciente com queixa de zumbido geralmente requer audiometria e avaliação otoneurológica, mas também pode exigir exames de sangue e imagem.

Os exames são instrumentos importantes, mas o diagnóstico do zumbido é clínico, ou seja, a principal referência do médico especialista é a história contada pelo paciente durante a consulta.

14. Zumbido é sintoma de labirintite?

Frequentemente, sim. Infecções do ouvido, como labirintite e otite média, podem causar tinnitus temporário ou persistente em alguns casos.

15. Existe relação entre zumbido e pressão arterial?

O zumbido pode estar presente em quadros de pressão alta como fator adicional associado ou agravante, mas não como causa primária do sintoma.

16. O zumbido pode causar dificuldade para dormir?

Sim. Em muitos pacientes, o zumbido constante ou intenso pode atrapalhar o sono, aumentando a irritabilidade e a ansiedade ao longo do dia. Nesses casos, recursos e estratégias (como a terapia sonora e medicamentos) podem ser utilizadas para a melhorar a qualidade de vida, especialmente em quadros crônicos.

17. Aparelhos auditivos ajudam no zumbido?

Sim. Tendo em vista que a maioria dos quadros de zumbido estão relacionados com algum grau de perda auditiva, o manejo correto desta causa primária tende a aliviar o tinnitus também. 

Entenda, porém, que, embora alguns fabricantes divulguem anúncios com foco no zumbido, os aparelhos auditivos são indicados para a correção da perda auditiva, e, por consequência, melhoram o zumbido. Ou seja, seu uso não se justifica quando não há perda auditiva associada.

18. O zumbido pode afetar a concentração e o trabalho?

Sim. O tinnitus intenso pode dificultar o foco, principalmente em atividades que exigem atenção plena, como leitura, estudo ou tarefas de escritório. A terapia sonora é um dos recursos adotados para lidar com esse incômodo.

19. O zumbido é comum em jovens ou apenas em idosos?

O zumbido no ouvido pode ocorrer em qualquer idade, embora seja mais frequentemente observado em pessoas idosas devido à alterações decorrentes do envelhecimento, como a perda auditiva. Nos últimos anos, porém, casos de zumbido em jovens têm aumentado consideravelmente, sendo uma das principais hipóteses a exposição a ruídos intensos em atividades diárias, como usar fones de ouvido em volume alto.

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20. Quais hábitos ajudam a prevenir o zumbido?

A melhor forma de prevenir o zumbido no ouvido é adotar medidas para preservar a audição ao longo da vida, como evitar exposição prolongada a ruídos altos e usar protetores auditivos em ambientes barulhentos.

De maneira geral, recomendamos também a adoção de um estilo de vida saudável, com boa alimentação, atividade física e sono de qualidade. Além disso, é também fundamental ficar atento a sintomas e doenças e tratar problemas de saúde de forma ágil e adequada. 

21. Quando procurar um especialista em zumbido no ouvido?

É recomendável consultar um otoneurologista (especialista em zumbido) em casos de zumbido súbito, intenso ou constante, especialmente quando há outros sintomas associados, como sensação de ouvido tapado, tontura ou perda de audição, por exemplo.

Esses critérios, porém, não devem ser entendidos como regra. Independentemente da natureza ou das características do zumbido, se há um incômodo, é muito importante consultar um especialista, mesmo em casos transitórios, a fim de entender o quadro e receber orientações corretas.

22. Tratamentos complementares funcionam?

Muitos pacientes se beneficiam de técnicas de relaxamento, yoga e meditação para reduzir o impacto do tinnitus na qualidade de vida. Entretanto, essas práticas devem ser sempre adotadas como medida complementar, ou seja, realizadas em conjunto com o tratamento da causa subjacente do zumbido.  

23. Zumbido pode indicar surdez futura?

Não necessariamente, mas é um sinal de alerta para monitorar a audição e proteger os ouvidos de novos danos. Uma pessoa com zumbido que cuida bem da sua audição (evitando exposição frequente a ruídos intensos sem proteção, por exemplo) pode chegar à terceira idade ouvindo melhor do que uma pessoa sem zumbido que não tomou os devidos cuidados ao longo da vida.

24. É possível conviver bem com o zumbido?

Sim. Na realidade, a maioria das pessoas com zumbido não o consideram um incômodo importante. E para aqueles cujo tinnitus é visto como um problema, o tratamento adequado combinado com estratégias de manejo e apoio psicológico, é comprovadamente eficaz para reduzir o impacto do sintoma no dia a dia e recuperar a qualidade de vida.

O zumbido no ouvido é um sintoma mais comum do que se imagina, embora ainda esteja rodeado de mitos e especulações. E apesar de ser um sintoma capaz de gerar incômodo e ansiedade, existem recursos e tratamentos adequados para ajudar o paciente. A principal medida a ser tomada, porém, é a prevenção, que consiste, sobretudo, em preservar a sua audição ao longo da vida.

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Sobre Dra Nathália Prudencio

Dra Nathália Prudencio é médica otoneurologista, especialista em tontura e zumbido. Saiba mais
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